Bolsonaro foi indiciado junto ao tenente-coronel Mauro Cid e mais 15 pessoas

Ana Rodrigues Publicado em 20/03/2024, às 08h34
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) negou que ele tenha determinado ou tenha conhecimento sobre a fraude em cartões de vacinação dele e de sua filha.
O ex-presidente jamais determinou ou soube que qualquer de seus assessores tivessem confeccionado certificados vacinais com conteúdo ideologicamente falso", disse a defesa em nota, assinada por Fábio Wajngarten, Daniel Bettamio Tesser e Paulo Amador da Cunha Bueno.
Nesta terça-feira (19), Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal (PF) junto ao tenente-coronel, Mauro Cid, seu antigo ajudante de ordens, por supostamente falsificar seus cartões de vacina contra a Covid-19. De acordo com o Metrópoles, além dos dois, mais 15 pessoas foram indiciadas.
Os advogados do ex-chefe do executivo também disseram que tiveram conhecimento sobre a formalização do indiciamento pelos veículos de imprensa, durante a manhã.
A defesa ainda alegou que Bolsonaro "jamais fez uso de qualquer imunizante contra Covid-19", por convicções pessoais.
Já sobre a carteira da filha, que também teria sido fraudada por ordem dele, segundo o depoimento de Mauro Cid à PF, a defesa afirmou que ela estaria dispensada de atestado vacinal para viajar aos EUA.
E, o ex-presidente não precisaria da carteira de vacinação pois, segundo a defesa, "na condição de presidente da República, estava dispensado de tal exigência" e que, "ao sair dos EUA, em março de 2023, realizou teste PCR na véspera, valendo-se de tal documento ao regressar ao Brasil".
Se, pelas razões expostas, tanto o ex-presidente como sua filha não necessitavam de certificados vacinais para empreenderem viagem, é inafastável a indagação de qual seria o motivo razoável para que se aderisse a uma arriscada empreitada clandestina e criminosa", defendem os advogados no texto.
A nota ainda afirmou que, se qualquer pessoa tomou providências relacionadas às carteiras de vacinação do ex-presidente e de sua filha, fez por iniciativa própria e não por ordem do presidente.
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