Os advogados do ex-presidente alegaram que tentaram ver se tinham novas movimentações no processo ontem, às 19h, e não constava nada

Ana Rodrigues Publicado em 19/03/2024, às 12h38
Fabio Wajngarten, um dos advogados de Jair Bolsonaro, criticou a divulgação do indiciamento do ex-presidente por falsificação do certificado da vacina contra covid-19.
É lamentável quando a autoridade usa a imprensa para comunicar ato formal que logicamente deveria ter revestimento técnico e procedimental ao invés de midiático e parcial", escreveu Wajngarten, que foi secretário de Comunicação no governo de Bolsonaro, nas redes sociais.
De acordo com o UOL, a defesa do ex-presidente disse que não recebeu atualizações. Os advogados do ex-presidente alegaram que tentaram ver se tinha novas movimentações no processo ontem, às 19h e não constava nada.
A Polícia Federal enviou o indiciamento ontem e o caso deve ser apreciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), que pode arquivar ou apresentar denúncia.
Vazamentos continuam aos montes ou melhor aos litros.
— Fabio Wajngarten (@fabiowoficial) March 19, 2024
É lamentável quando a autoridade usa a imprensa para comunicar ato formal que logicamente deveria ter revestimento técnico e procedimental ao invés de midiático e parcial. pic.twitter.com/d4WeulpgYc
A CGU identificou inconsistências no certificado de vacinação de Bolsonaro. Dados do Ministério da Saúde indicaram que há um registro de vacinação contra a covid-19 em 19 de julho de 2021, na UBS Parque Peruche, em São Paulo.
Porém, Bolsonaro não estava na capital paulista neste dia - ele foi para Brasília um dia antes e não fez nenhum outro voo até 22 de julho.
Além disso, todos os funcionários ouvido pela CGU disseram não ter visto Bolsonaro na UBS Parque Peruche em 19 de julho de 2021. Os depoimentos foram corroborados pela análise dos livros físicos que são matidos pela UBS, para o registro da vacinação da população.
A investigação ainda revelou a ligação de Mauro Cid com o esquema. As descobertas da CGU em Duque de Caxias (RJ) levaram para deflagração da Operação Venire, da Polícia Federal. A ação revelou a ligação de agentes públicos federais e municipais com o esquema e, ainda, a do tenente-coronel Mauro Cid, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que foi preso preventivamente em maio de 2023.
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