A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, foi quem fez o pronunciamento em um evento no Palácio do Planalto

Vitória Tedeschi Publicado em 08/03/2023, às 16h38
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, anunciou na manhã desta quarta-feira (08), dia que simboliza a luta das mulheres de todo o mundo por inclusão e igualdade, diversas medidas e novas leis para combater a violência de gênero, além de garantir mais proteção à vida e à dignidade de todas as brasileiras.
Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Lula (PT) e Cida, detalharam as ações, entre elas o decreto que estabelece a igualdade salarial para mulheres e homens que exercem a mesma função.
Houve um tempo em que o 8 de março era comemorado com distribuição de flores para as mulheres, enquanto os outros 364 dias do ano eram marcados pela discriminação, o machismo e a violência. Hoje, comemoramos o 8 de março com o respeito que as mulheres exigem", discursou o presidente Lula.
No campo da segurança, a principal política anunciada é a retomada e ampliação do Mulher Viver sem Violência, programa que tem como objetivo ampliar e integrar os serviços públicos voltados às mulheres em situação de violência.
Em pleno 2023, não é admissível que o país registre um feminicídio a cada sete horas, e um estupro a cada dez minutos", afirmou a ministra das Mulheres. "Isso tem que parar".
Além da área da segurança, outra ação importante é a retomada da Central 180, que registra denúncias contra qualquer tipo de violência de gênero e oferece informações e orientações sobre como proceder em situações desse tipo. A ligação é gratuita de qualquer lugar do país e o serviço funciona 24 horas.
O programa voltado para as mulhes ainda prevê a implantação de 40 unidades das Casas da Mulher Brasileira. Para isso, segundo os políticos, serão investidos R$ 372 milhões em recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
A ministra Cida Gonçalves anunciou ainda a distribuição de 270 viaturas das Patrulhas Maria da Penhapara as delegacias da Mulher de todas as Unidades Federativas.
Outra medida que já era esperada e foi confirmada pelo presidente foi a assinatura de um projeto de lei que será enviado ao Congresso Nacional que prevê a instituição a data de 14 de março como o Dia Nacional Marielle Francode Enfrentamento à Violência Política de Gênero e Raça, a ser celebrado anualmente.
A homenagem à vereadora carioca, brutalmente assassinada nesta data em 2018, tem como objetivo estimular a conscientização sobre a violência sofrida pelas mulheres na política, especialmente as negras.
Por fim, o presidente assinou um decreto que estabelece uma mudança na Lei de Licitações e cria um percentual mínimo de 8% de vagas prioritárias para mulheres vítimas de violência doméstica nas empresas contratadas pela administração pública federal, com preferência para negras e pardas.
Leia também

Isover Saint-Gobain encerra produção de lã de vidro em Santo Amaro após anos de reclamações

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Desaprovação ao governos de Duque gera greve na Colômbia

Vídeo que mostra Bolsonarista pendurado em para-brisa de caminhão em alta velocidade viraliza na web

Médico brasileiro e namorada conquistam marca inédita no Guinness com desafio de beijos

Flávio Bolsonaro diz estar aberto a conversar com Michelle após crise no PL

Incêndio em fábrica de calçados deixa 28 mortos no sudeste da China

STJ determina cobertura obrigatória de cirurgias de feminização facial por planos de saúde

Lula recebe líderes do MST para discutir novas ações humanitárias em apoio à Venezuela após terremotos