Outras medidas e projetos para benefício das mulheres também foram anunciados

Vitória Tedeschi Publicado em 08/03/2023, às 10h34
Nesta quarta-feira (08), Dia Internacional da Mulher, o governo federal anunciou uma série de ações para garantia dos direitos das mulheres. Entre as iniciativas a ser apresentadas está um projeto para assegurar salário igual entre homens e mulheres que exerçam a mesma função.
Além disso, uma outra ação importante anunciada foi um decreto que fala sobre a dignidade menstrual, com o compromisso de distribuição gratuita de absorventes no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os detalhes dos projetos serão apresentados em evento no fim da manhã, no Palácio do Planalto, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves e representantes de outros 19 ministérios, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES estarão presentes na cerimônia.
Medidas relacionadas com a segurança das mulheres - como a implantação de 40 unidades da Casa da Mulher Brasileira - cota para mulheres vítimas de violência, a instituição do Dia Nacional Marielle Franco, tratado internacional a reconhecer o direito de todas as pessoas a um mundo de trabalho livre de violência e assédio, entre outras, também serão anunciadas nos próximos dias.
Todas as pessoas que menstruam têm direito à dignidade menstrual, o que significa ter acesso a produtos e condições de higiene adequados.
De acordo com o portal Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a falta de conhecimento, insumos ou infraestrutura necessários para vivenciar a menstruação de modo digno é chamada de pobreza menstrual, que seria o contrário da dignidade menstrual.
Um estudo lançado em maio de 2021 pelo UNICEF e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) levantou que 4 milhões de meninas não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas e 713 mil meninas vivem em lares sem banheiro ou chuveiro no Brasil.
Sem recursos, pessoas de baixa renda, em situação de rua, cumprindo medidas socioeducativas em meio fechado ou em regime carcerário acabam manejando sua menstruação com itens como papel higiênico, jornal, panos e roupas e até mesmo miolo de pão.
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