Hugo Motta pretende antecipar votação de proposta que cria normas de proteção infantil e responsabiliza redes sociais, após denúncias de exploração de menores

Lívia Gennari Publicado em 17/08/2025, às 21h10
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a votação sobre o projeto de lei que busca combater a adultização de crianças nas redes sociais deve ocorrer ainda nesta semana. A iniciativa, que ganhou força nas últimas semanas, é uma resposta a casos recentes de exploração infantil no ambiente digital.
Na última quarta-feira (13), Hugo Motta comprometeu-se com entidades da sociedade civil e parlamentares a pautar ainda nesta semana a urgência e o mérito do projeto. A decisão marca uma mudança na estratégia do presidente da Câmara, que inicialmente pretendia criar um grupo de trabalho para unificar as propostas em tramitação, o que poderia adiar a votação por mais de um mês.
Apesar da instalação futura do colegiado, Motta optou por priorizar a proposta mais avançada sobre o tema, buscando uma resposta rápida ao problema de exploração e adultização de crianças nas redes sociais.
Tema ganhou destaque após denúncia sobre exploração infantil online
O impulso para a votação veio após o influenciador e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido comoFelca, divulgar um vídeo denunciando o influenciador paraibano Hytalo Santos por exploração de menores. No conteúdo, Felca alerta para os riscos de exposição infantil e critica a produção de conteúdos que colocam crianças em situações expositivas nas redes sociais.
Hytalo Santos foi preso na última sexta-feira(15) junto com o marido em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Ele é alvo de investigações do Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) por suspeita de exploração e exposição de menores em vídeos e publicações digitais.
Projeto define regras para redes sociais e segurança de menores
O projeto, que tem como relator o deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), recebeu sua versão final na última terça-feira (12). Alencar afirmou que não pretende modificar o relatório, mas se mantém aberto ao diálogo com outros parlamentares.
Entre os pontos principais da proposta estão a criação de regras de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, a responsabilização de plataformas e a obrigatoriedade de retirada imediata de conteúdos considerados criminosos, mesmo sem decisão judicial.
A expectativa é que a aprovação do projeto crie um marco legal mais rigoroso para a proteção de crianças nas redes sociais, agilizando medidas contra a exposição indevida e servindo como referência para futuras iniciativas de segurança digital.
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