Diário de São Paulo
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Igor 3K rebate Monark e Sérgio Sacani, nega calote e revela bastidores com o Flow

Criador de conteúdo afirma que assumiu sozinho as dívidas após a saída de Monark, contesta versões sobre a criação do Flow Podcast, responde às críticas de Sérgio Sacani e reacende uma das maiores disputas da história dos podcasts brasileiros.

Igor 3K publicou um vídeo rebatendo declarações de Monark e Sérgio Sacani e apresentou sua versão sobre a criação do Flow - Imagem: Reprodução
Igor 3K publicou um vídeo rebatendo declarações de Monark e Sérgio Sacani e apresentou sua versão sobre a criação do Flow - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 26/06/2026, às 18h11


A disputa entre Igor 3K e Monark se intensificou após Igor publicar um vídeo respondendo a declarações de seu ex-sócio, onde apresentou sua versão sobre a criação do Flow Podcast e os problemas financeiros decorrentes da saída de Monark.

Igor afirmou que a narrativa de que ele foi escolhido por Monark para o projeto é falsa e destacou que a crise que quase levou o Flow ao colapso foi provocada por declarações de Monark em 2022, resultando em perdas significativas para a empresa.

Após o vídeo, Monark reagiu, concordando com parte da narrativa de Igor, mas contestando questões sobre pagamentos e a reputação do Flow, enquanto Igor defendeu que todas as obrigações contratuais estão sendo cumpridas e que a comunicação entre eles foi inadequada.

A disputa pública entre Igor 3K e Monark voltou a ganhar força após Igor publicar um longo vídeo para responder declarações recentes envolvendo seu ex sócio e também comentários feitos por Sérgio Sacani. No pronunciamento, o apresentador afirmou que diversas versões divulgadas nas redes sociais sobre a história do Flow Podcast estariam distorcidas e apresentou sua versão sobre a criação da empresa, a ruptura da sociedade e os desdobramentos financeiros que vieram após a saída de Monark.

Um dos primeiros pontos abordados por Igor foi a origem do Flow. Segundo ele, é falsa a narrativa de que teria sido "escolhido" por Monark para integrar o projeto ou que o podcast nasceu exclusivamente da iniciativa do ex apresentador.

De acordo com Igor, ambos entraram como parceiros desde o início. Ele relembra que, em 2018, procurou Monark para desenvolver um novo projeto em um momento em que o amigo enfrentava dificuldades emocionais. Durante essa conversa, Monark sugeriu que criassem um podcast, ideia que acabou dando origem ao Flow.

Igor também fez questão de reconhecer a participação de outras pessoas na construção da empresa. Segundo ele, o crescimento do Flow foi resultado do trabalho conjunto de Monark, do diretor Gianluca "Jean" e dele próprio. Porém, afirmou que a crise que quase levou o grupo ao colapso teve um único responsável.

Na visão do empresário, a fala de Monark durante o episódio de fevereiro de 2022 desencadeou uma reação em cadeia que provocou perdas milionárias. O Flow perdeu patrocinadores, contratos comerciais, monetização em plataformas e sofreu um forte desgaste de imagem. Na época, o caso teve repercussão nacional após Monark defender a existência de um partido nazista dentro do conceito de liberdade de expressão, declaração que levou ao seu desligamento do programa.

Segundo Igor, diante desse cenário, ele optou por não abandonar o projeto nem recorrer imediatamente à Justiça contra o antigo sócio. Em vez disso, afirma que assumiu sozinho todas as dívidas da empresa, manteve a equipe empregada e trabalhou durante um longo período operando no prejuízo até conseguir reconstruir o negócio.

Outro tema central do vídeo foi a acusação recorrente de que teria deixado de pagar valores devidos a Monark.

Igor negou a versão e afirmou que existe um contrato formal estabelecendo os pagamentos referentes à participação societária do ex sócio e que todas as obrigações previstas vêm sendo cumpridas regularmente.

Em contrapartida, afirmou que Monark nunca teria concluído oficialmente a transferência da marca Flow, etapa que, segundo Igor, também fazia parte do acordo firmado entre ambos.

Após a publicação do vídeo, Monark fez uma transmissão reagindo às declarações do antigo parceiro. Durante o react, afirmou concordar com boa parte da narrativa apresentada por Igor. No entanto, contestou especificamente as afirmações relacionadas aos pagamentos e ao cumprimento do contrato, classificando essa parte da versão como falsa.

Monark também discordou da avaliação de que sua saída destruiu a reputação do Flow. Na visão dele, a repercussão do chamado "Monark Day" acabou aumentando a relevância e a exposição do podcast, embora essa interpretação seja diferente da defendida por Igor e de análises que apontam perdas expressivas sofridas pela empresa após a crise.

Outro ponto de divergência envolve a comunicação entre os dois.

Monark afirmou ter dificuldade para entrar em contato a fim de resolver pendências relacionadas ao contrato. Igor respondeu dizendo que o ex sócio enviou apenas uma única mensagem a partir de um número desconhecido, sem sequer se identificar, informando apenas uma conta bancária. Segundo Igor, Monark também procurou um ex funcionário que já não fazia parte da empresa. Para Igor, existiam diversos outros canais de contato disponíveis, inclusive a possibilidade de comparecer pessoalmente ao estúdio do Flow, que continua funcionando no mesmo endereço.

No trecho final do vídeo, Igor também respondeu diretamente às declarações de Sérgio Sacani.

Segundo ele, Sacani jamais trabalhou sem receber durante o período em que integrou o Grupo Flow. Pelo contrário. Igor afirmou que o apresentador recebeu normalmente mesmo em períodos nos quais faltava com frequência às gravações e cancelava compromissos em cima da hora. A resposta amplia o desgaste público entre os dois, que recentemente passaram a trocar declarações sobre a relação profissional mantida durante os anos em que o Ciência Sem Fim fazia parte do grupo.

As manifestações reacendem um debate que acompanha o Flow desde 2022 e mostram que, mesmo anos após o rompimento da sociedade, ainda permanecem divergências sobre a origem da empresa, a divisão de responsabilidades e o cumprimento dos acordos firmados entre os antigos parceiros.