As joias foram avaliadas em R$ 16,5 milhões

Manoela Cardozo Publicado em 27/04/2023, às 08h55
A análise dos depoimentos prestados por testemunhas à Polícia Federal no caso das joias avaliadas em R$ 16,5 milhões, enviadas pela Arábia Saudita e apreendidas pela Receita Federal, revelou que o então assessor e braço direito de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, agiu de forma dupla para recuperar o conjunto de joias e destiná-lo ao ex-presidente.
Segundo informações do G1, no final de dezembro de 2022, Cid providenciou a documentação necessária para realizar um procedimento burocrático com a Receita Federal, que só poderia ser feito em caso de bens com destinação pública, não privada, a fim de retirar as joias apreendidas na alfândega.
Contudo, internamente, ele trabalhou para que, uma vez que as joias fossem liberadas pela Receita, elas fossem destinadas ao acervo pessoal de Bolsonaro.
O objetivo era conseguir a liberação das joias que haviam sido apreendidas pela Receita Federal, após terem sido encontradas na mala de um assessor do Ministério de Minas e Energia que não as havia declarado como item pessoal, o que exigiria o pagamento de impostos.
Se as joias tivessem sido declaradas como um presente para o Estado brasileiro, teriam sido liberadas sem a necessidade de pagamento de impostos, mas teriam que ser entregues à União.
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