Albuquerque liderou a comitiva à Arábia Saudita do ex-presidente

Mateus Omena Publicado em 02/04/2023, às 19h00
O ex-ministro de minas e energia, Bento Albuquerque, informou à Polícia Federal (PF) que não disse aos fiscais da Receita Federal em outubro de 2021 que carregava um estojo de joias destinado pelo governo da Arábia Saudita ao então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o jornal O Globo, Albuquerque liderou a comitiva à Arábia Saudita que tentou entrar ilegalmente no Brasil com um conjunto de joias avaliadas em mais de R$ 16,5 milhões.
Durante aquele período, seu ex-assessor, Marcos André Soeiro, foi flagrado com as joias que supostamente seriam presente para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ficaram retidas pelos fiscais.
O segundo kit estava na mochila de Albuquerque e depois foi entregue a Jair Bolsonaro, sem ter passado pelo pagamento de impostos à Receita Federal.
A caixa continha um relógio com pulseira em couro, par de abotoaduras, caneta rosa gold, anel e um masbaha (espécie de rosário islâmico) rosa gold.
Bento Albuquerque explicou que não conversou com Bolsonaro sobre os presentes e que não sabia do conteúdo das caixas.
Já Albuquerque admitiu que "não chegou a comentar" com os fiscais da Receita no aeroporto de Guarulhos "que teria outra caixa na sua bagagem". Ele também afirmou que só abriu a caixa no dia seguinte quando estava no ministério e guardou o presente em um cofre por um ano antes de entregar ao ex-presidente.
Após o caso, essas joias foram entregues pela defesa de Jair Bolsonaro a uma agência da Caixa Econômica Federal por determinação do TCU (Tribunal de Contas da União).
Em 2019, durante outra viagem ao Oriente Médio, o político recebeu mais um conjunto de joias, dessa vez pessoalmente e também ficou com o presente.
A legislação determina que os presentes recebidos pelo presidente da República são do Estado, e não bens pessoais. No entanto, há raras exceções.
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