Objetivo é manter empregos e produção, além de abrir novos mercados para as exportações nacionais

Gabriela Thier Publicado em 13/08/2025, às 14h52
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, expressou sua desaprovação em relação às tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, realizada na quarta-feira (13), Alckmin enfatizou que não existem justificativas válidas para o que classificou como um "tarifaço". Essa afirmação foi feita no contexto da assinatura da Medida Provisória "Brasil Soberano", que visa estabelecer um conjunto de ações destinadas a minimizar os efeitos econômicos dessa política tarifária, que atinge até 50% em determinados produtos.
O vice-presidente anunciou um plano abrangente de apoio às empresas impactadas, o qual será desenvolvido em colaboração com setores produtivos, incluindo exportadores e o agronegócio. Dentre as iniciativas destacadas, a ampliação do programa Reintegra se sobressai, prevendo a devolução de até 3% do valor das exportações para todas as empresas do setor. Para as micro e pequenas empresas que já fazem parte desse programa, esse percentual foi elevado para 6%. Além disso, Alckmin mencionou a suspensão temporária de tributos relacionados ao regime de drawback, que isenta ou reduz impostos sobre insumos importados destinados à produção de produtos exportáveis.
O objetivo das medidas anunciadas é assegurar a manutenção de empregos e a continuidade da produção no Brasil, ao mesmo tempo em que se busca abrir novos mercados para as exportações nacionais. O vice-presidente ressaltou a importância de acordos comerciais já estabelecidos, como os firmados com o Mercosul e a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio), afirmando que tais estratégias fortalecem o multilateralismo e promovem o livre comércio.
Alckmin reiterou sua posição de que as tarifas impostas pelos EUA são uma medida injusta e destacou que, apesar dos esforços para remover certos produtos da lista tarifária, ainda existem 36% dos itens afetados que necessitam do suporte governamental. O governo permanece comprometido em buscar soluções que favoreçam a competitividade das exportações brasileiras no mercado internacional.
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