Eles velaram por quatro horas o corpo de uma mulher desconhecida

Vitória Tedeschi Publicado em 15/05/2023, às 13h36
O momento da despedida de Danilo Taveira da Conceição, que morreu afogado no início de maio, se tornou ainda mais difícil para seus familiares e amigos por não poderem realizar uma despedida adequada durante o velório, em Manaus.
Isso porque, segundo o g1, o corpo do jovem foi trocado e só descobriram o que havia acontecido minutos antes da saída para o enterro, após funcionários da funerária informarem sobre o ocorrido.
Durante o velório, que durou quase quatro horas, a família não notou que havia recebido o corpo de uma mulher desconhecida. A troca dos caixões foi feita ali mesmo após os parentes do rapaz abrirem as duas urnas para fazer a identificação dos corpos.
Ao g1, o pai da vítima relatou o constrangimento vivido pela família: "O corpo do meu filho foi encontrado intacto sem nenhuma alteração. Após ser levado pelo Instituto Médico Legal (IML), recebemos a autorização para providenciar a liberação para fazer uma despedida digna", disse ele.
Vale citar que, por ter morrido devido um afogamento, ao entregar a urna com o suposto corpo de Danilo, um funcionário da funerária teria orientado a família a não abrir o caixão, pois segundo ele, o corpo estava com forte odor. Os parentes seguiram a orientação.
Os familiares foram chegando, os amigos, os tios, os primos, então começamos a fazer a parte da despedida do Danilo. Por volta de meio-dia, eu fui levar uma tia que estava passando mal quando vi a urna funerária em frente a igreja", disse o pai.
Foi quando um funcionário da funerária chegou ao local do velório e informou que o corpo que estava sendo velado dentro caixão fechado naquele momento era de uma mulher desconhecida, e não o de Danilo.
Por já ter se passado muito tempo, assim que o corpo foi trocado, Danilo foi enterrado. A situação causou grande revolta.
Toda a vizinhança ficou revoltada. Uma grande falta de respeito, sabe? Eu fui na funerária para fazer uma reclamação e me deram um e-mail. Fiz a reclamação e percebi que o e-mail não era da funerária. Até agora não me deram retorno. Não me deram uma resposta de nada ainda", afirmou o pai.
Danilo desapareceu no dia 3 de maio enquanto nadava em um rio no município de Careiro da Várzea, que fica na Região Metropolitana de Manaus. O corpo dele foi encontrado e resgatado pelos Bombeiros dois dias depois, e então encaminhado para o IML, na capital.
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