Representação cita a proximidade do presidente da Fifa com Donald Trump e pede análise sobre possíveis descumprimentos da Carta Olímpica.

Redação Publicado em 08/07/2026, às 15h38
A Fair Square, organização de direitos humanos, planeja apresentar uma denúncia contra Gianni Infantino à Comissão de Ética do COI, alegando que ele violou o princípio de neutralidade política da Carta Olímpica ao se envolver em eventos com Donald Trump.
A denúncia destaca a participação de Infantino em reuniões políticas e seu uso de um boné com referências a Trump, o que sugere um alinhamento político que pode comprometer a imparcialidade das instituições esportivas internacionais.
A representação será analisada pelo Comitê de Ética do COI, que ainda não confirmou a abertura de uma investigação, enquanto Infantino não se pronunciou sobre a situação.
A atuação política do presidente da Fifa, Gianni Infantino, será alvo de uma nova contestação internacional. A organização de direitos humanos Fair Square anunciou que apresentará uma denúncia à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI), alegando que o dirigente violou, de forma recorrente, o princípio de neutralidade política previsto na Carta Olímpica.
Segundo a entidade, Infantino, que também integra o COI, teria adotado posturas incompatíveis com o compromisso de atuar de maneira independente de interesses políticos e comerciais. Entre os episódios citados está sua participação em eventos ligados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluindo uma reunião do chamado "Conselho da Paz", realizada em fevereiro.
A ONG também destaca que, durante o encontro, o dirigente apareceu usando um boné com as inscrições "USA" e "45-47", referência aos dois mandatos presidenciais de Trump, gesto que, segundo a organização, reforça a percepção de alinhamento político.
A representação será encaminhada ao Comitê de Ética do COI, responsável por analisar eventuais violações ao código de conduta da entidade. Até o momento, não há confirmação de abertura formal de investigação.
O tema ganhou repercussão após a polêmica envolvendo a revogação da suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo. Questionada sobre o episódio, a presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que o Comitê de Ética não havia recebido qualquer reclamação relacionada ao caso, mas ressaltou que qualquer representação formal será analisada conforme os procedimentos da entidade.
A Fair Square sustenta que a proximidade entre Infantino e autoridades políticas pode comprometer a imagem de imparcialidade das instituições esportivas internacionais, especialmente em um momento em que decisões da Fifa têm sido alvo de intenso debate público durante o Mundial.
Até o momento, Gianni Infantino não comentou o anúncio da denúncia
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