Após eliminação para a Noruega nas oitavas de final, lateral foi o único dos 26 convocados a retornar no voo fretado pela CBF. Caso repercutiu em veículos da Inglaterra, Espanha e Portugal e ampliou a pressão sobre o futuro da Seleção.

Ana Beatriz Silva Publicado em 08/07/2026, às 12h20
A Seleção Brasileira retornou ao país após a eliminação na Copa do Mundo de 2026 com apenas um jogador a bordo, Danilo, simbolizando a frustração e a queda precoce do time nas oitavas de final contra a Noruega.
A eliminação representou a pior campanha do Brasil em Copas desde 1990, com recordes negativos nas Eliminatórias e mudanças frequentes de treinadores, refletindo uma crise no futebol nacional.
Apesar da derrota, a CBF mantém a confiança em Carlo Ancelotti como treinador, buscando estabilidade e ajustes para o futuro, enquanto o retorno quase vazio da delegação destaca a necessidade de uma reconstrução profunda na equipe
A volta da Seleção Brasileira ao país depois da eliminação na Copa do Mundo de 2026 ganhou contornos ainda mais simbólicos nesta quarta-feira, 8 de julho. O avião fretado pela CBF, que deixou os Estados Unidos rumo ao Rio de Janeiro, desembarcou com apenas um jogador entre os 26 convocados: o lateral Danilo, do Flamengo.
O voo era opcional para os atletas, segundo o ge. Ainda assim, a imagem de uma delegação quase sem jogadores chamou atenção pelo peso simbólico do momento. Depois da derrota por 2 a 1 para a Noruega, no domingo, 5 de julho, em New Jersey, os convocados foram liberados e seguiram destinos diferentes. Parte dos atletas que atuam na Europa iniciou período de férias, enquanto jogadores do futebol brasileiro terão descanso antes da reapresentação aos clubes.
Danilo desembarcou ao lado de integrantes da comissão, dirigentes e membros do estafe da Seleção. O goleiro Léo Nanetti, que participou dos treinos, mas não estava inscrito no Mundial, também voltou no voo. No aeroporto, Danilo optou por não falar com a imprensa.
O episódio rapidamente ultrapassou a imprensa brasileira. Veículos internacionais repercutiram o fato como mais um capítulo da queda precoce do Brasil. O ge destacou que jornais da Inglaterra, Espanha e Portugal deram ênfase ao retorno do avião da CBF com apenas um jogador. O jornal inglês The Sun tratou o caso em tom de surpresa, afirmando que a viagem de volta foi solitária para Danilo, único atleta do elenco principal a embarcar no voo oficial.
A eliminação brasileira aconteceu nas oitavas de final, diante da Noruega. Erling Haaland marcou os dois gols noruegueses, enquanto Neymar descontou de pênalti nos acréscimos. Antes disso, Bruno Guimarães havia desperdiçado uma cobrança, defendida pelo goleiro Nyland.
A queda marcou a pior campanha do Brasil em Copas desde 1990. O ciclo também acumulou recordes negativos, como a pior campanha da história da Seleção nas Eliminatórias, seis derrotas em 18 jogos, quinto lugar na classificação sul-americana, 54,9% de aproveitamento no ciclo e quatro treinadores diferentes desde a saída de Tite.
Fora de campo, a CBF tenta transmitir a ideia de continuidade. Rodrigo Caetano, coordenador executivo da Seleção, afirmou no desembarque que a avaliação sobre o trabalho de Carlo Ancelotti segue positiva, apesar da eliminação. Segundo ele, a permanência do treinador abre caminho para um ciclo mais estável e para ajustes pensando nas próximas Datas Fifa.
Ancelotti não retornou ao Brasil com a delegação. O treinador seguiu para o Canadá, onde sua família tem residência, segundo a Folha de S.Paulo. A CBF, no entanto, dá sinais de que pretende manter o técnico no cargo para iniciar a reconstrução da equipe.
O retorno quase vazio do avião da Seleção se tornou, na prática, uma imagem forte do fim melancólico da campanha brasileira. Não se trata apenas de logística ou escolha individual dos jogadores. A cena resume a desconexão entre expectativa e realidade: o país que entrou na Copa sonhando com o hexa volta para casa com cobrança, frustração e a sensação de que uma reconstrução profunda será inevitável.
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