As paralizações estão ocorrendo em diversos estados

Mateus Omena Publicado em 18/11/2022, às 14h25
Grupos de caminheiros bolsonaristas organizaram greves e novas interdições em estradas nesta sexta-feira (18).
Os atos começaram depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o bloqueio de contas de empresários suspeitos de financiar os atos antidemocráticos do início de novembro.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que há obstruções em rodovias federais. Segundo a corporação, até agora há 6 vias com fluxo totalmente interrompido. Rondônia é o Estado que mais concentra bloqueios. Em Mato Grosso, há três pontos de interdição parcial. Por enquanto não há obstruções em São Paulo.
No Rio de Janeiro, houve registro de manifestações de caminhoneiros na BR-116, BR-101, BR-040, BR-393 e BR-493. Durante a madrugada, houve bloqueio em rodovias que passam por Cristalina, no Entorno do DF, mas a via foi liberada pela PRF ainda pela manhã.
Em grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), circulam áudios de caminhoneiros que sugerem “trancar” as rodovias e, inclusive, resistir à qualquer medida policial.
Os áudios falam em obstrução de vias em municípios de Mato Grosso, como Sinop e Campo Novo do Parecis.
O líder de caminhoneiros, Eliseu Rosário, divulgou um vídeo nas redes sociais convocando a categoria para a paralisação. Ele aparece nas imagens em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia.
“Nós não estamos em uma movimentação de paralisação, nós estamos em uma guerra. E pedimos também que a PRF nos ajude e não venha se intrometer, porque, se vier, não vai ser coisa boa, porque guerra é guerra”, declarou.
No vídeo, o caminhoneiro acrescentou que os manifestantes vão “tacar fogo” para dar uma lição no ministro Alexandre de Moraes. Ele também ameaçou profissionais que não aceitarem participar do protesto. “Pode ter sua carreta pegando fogo”.
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