O homem foi detido pela Polícia Civil no último domingo (24)

Mateus Omena Publicado em 27/09/2022, às 11h17
Um homem suspeito de matar Horrana Karolin foi preso pela polícia e confessou a autoria do crime. A vítima, de 24 anos, foi encontrada na última semana com os órgãos genitais mutilados, com ventre aberto e as vísceras para fora em Mogi Guaçu (SP).
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito prestou esclarecimento e afirmou que o crime aconteceu em legítima defesa. O homem, identificado apenas como "Robson", 32, foi preso no último sábado (24), três dias após o corpo de Horrana ser localizado.
O delegado responsável pelo caso, Dalton David Ferreira, informou à imprensa que Robson foi preso temporariamente pelo crime. Ele foi identificado por meio do carro onde a vítima foi vista entrando antes de morrer, um veículo peugeot "preto e antigo".
Em depoimento, Robson disse à polícia que Horrana o teria atacado depois de uma discussão no valor do programa que ela tinha feito com o suspeito antes de morrer.
"Ele disse que a vítima teria insurgido contra ele após a realização de um programa sexual. Mas é fato que ele estripou a vítima com uso de uma faca", contou o delegado ao portal UOL.
O delegado também afirmou que, depois de diversos exames periciais do corpo de Horrana, os investigadores descartaram a hipótese de que ela estivesse grávida. Quando o caso ganhou repercussão, as autoridades levantaram também a possibilidade da jovem ter sido usada como “sacrifício” para ritual macabro.
Procurada pela imprensa, uma amiga de Horrana, cuja identidade permanece em anonimato, contou que ela estava se envolvendo com uma "turminha meio barra pesada".
No entanto, a motivação do crime ainda não foi descoberta pela polícia.
Horrana Karolin foi encontrada morta em um terreno baldio, por um morador do bairro Jardim Canaã, em Mogi Guaçu, na manhã da quarta-feira (21).
A vítima usava shorts, que estava jogado ao lado do corpo, assim como um par de chinelos. A jovem estava vestida apenas com uma camiseta quando os policiais chegaram.
Ela era mãe de três filhos. O ex-companheiro dela e pai das crianças, não identificado pela polícia, foi quem reconheceu o corpo.
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