Pela brutalidade do crime, os agentes levantaram a hipótese da mulher ter sido usada para "sacrifício"

Mateus Omena Publicado em 22/09/2022, às 14h04
Uma mulher grávida foi encontrada morta na última quarta-feira (21), em um terreno na cidade de Mogi-Guaçu (SP).
De acordo com a Polícia Civil, a vítima estava com a região genital mutilada e o ventre aberto, com as vísceras expostas.
Os investigadores suspeitam se a mulher foi assassinada por algum homem com quem se relacionou recentemente ou se ela foi usada como cobaia de um ritual.
Um morador da região achou o corpo de Horrana Karolin, de 24 anos, e chamou a polícia. Os agentes fizeram a guarda do corpo até a chegada dos profissionais do IML.
Os investigadores apontam indícios de que a mulher foi despida durante o ataque, já que foram localizados shorts e um par de chinelos da vítima no mesmo terreno.
Quando a polícia a encontrou, ela estava vestida apenas com uma camiseta. Segundo alguns moradores, a mulher fora vista caminhando nas proximidades na noite do crime.
Em entrevista ao portal UOL, um agente da Delegacia de Investigações Criminais (DIG) levantou a possibilidade de que Horrana tenha sido usada como “sacrifício” em um “ritual macabro”. Outra hipótese é que a mulher foi assassinada por um companheiro ou namorado.
Uma amiga de Horrana, que pediu para não ter sua identidade revelada, disse que a jovem estava se envolvendo com pessoas perigosas.
"Ela conheceu uma turminha meio barra pesada", contou. "Cheguei até a me afastar um pouco dela por causa disso. Mas não sei o que aconteceu. Ela era muito legal, não tinha tempo feio. Todo mundo gostava dela".
Horrana era mãe de três filhos. O ex-marido dela e pai das crianças foi chamado pela polícia para reconhecer o corpo.
O terreno onde a mulher foi localizada está vazio há muito tempo, mas é uma propriedade particular. A área é rodeada por igrejas evangélicas de várias denominações, que usam o espaço arborizado para a prática de cultos e vigílias ao ar livre.
"O que se sabe é que naquela área são feitos muitos cultos, muita gente procura aquele lugar para fazer orações", explicou o agente da DIG.
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