O corpo de Franciele Gusso Rigoni foi encontrado na última quarta-feira (02)

Nathalia Jesus Publicado em 03/06/2023, às 10h39
O principal suspeito da morte de Franciele Gusso Rigoni foi preso pela polícia logo depois do velório da vítima, ainda no cemitério. A prisão aconteceu em Curitiba, no Paraná, mesma cidade onde o crime foi cometido, na tarde da última sexta-feira (02).
O corpo de Franciele foi encontrado no banco do passageiro de um carro abandonado em uma avenida da região, na quarta-feira (31). A vítima tinha um ferimento, possivelmente causado por arma branca, na cabeça e estava de óculos escuros.
Após o velório e o sepultamento da vítima, o marido dela, Adair José Lago, foi preso temporariamente, por suspeita de envolvimento na morte da companheira.
No pedido de prisão temporária aceito pela Justiça, a Polícia Civil alegou "risco de fuga" do suspeito e a possibilidade dele atrapalhar a investigação, de acordo com informação do delegado Herculano de Abreu ao UOL.
Após a localização do corpo, Adair chegou ao local logo após a polícia e disse que saiu de casa com a esposa, mas a deixou em um estabelecimento comercial e seguiu para o supermercado. A família da vítima também a aguardava para um evento e chegou a tentar contato com o marido dela.
O delegado também contou que os policiais que encontraram o corpo notaram uma rigidez cadavérica, o que indica que a morte pode ter acontecido muito tempo antes do corpo ser achado. O celular da vítima ainda não foi encontrado.
Na casa do casal, havia itens lavados e vestígios de sangue foram encontrados pela perícia. O sangue estava no sofá, no chão, na parede e na cortina. Uma testemunha revelou que no chão onde havia vestígios de sangue ficava posicionado um tapete, que não estava no local e não foi encontrado.
Imagens das câmeras de segurança da residência do casal, obtidas pela polícia, mostram o suspeito dirigindo o veículo com a esposa ao lado, com o banco reclinado e óculos escuros, "exatamente como foi encontrada no local do crime", disse o delegado.
"Quando passa por essa câmera [de segurança] ela [Franciele] estava morta, ela está do mesmo jeito que foi encontrada. Os indícios seriam que teria ocorrido o crime dentro da residência e [o suspeito] teria transportado o corpo. Inclusive, o ferimento no corpo da Franciele é mais na parte da nuca, dentro do carro não teria como causar esse ferimento."
A equipe de defesa de Adair, representada por Jefferson Nascimento Silva e Walid Nasser Chybior Zahra, afirmou que o suspeito se declara inocente e não é responsável pela morte de Franciele.
"A princípio, o nosso cliente se declara inocente e assim ele deve ser tratado até que se tenha o deslinde total deste processo. Deixaremos suas contas e celulares à disposição da justiça. Agora vamos aguardar e acompanhar a busca e apreensão na sua residência. Acompanharemos todas as investigações e iremos atrás de provar que nosso cliente não foi o autor do delito."
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