Marcos Chini integrou quadrilha que escavou túnel de 600 metros para tentar realizar o maior furto da história do país

Lívia Gennari Publicado em 22/05/2025, às 19h34
Uma operação da Polícia Militar de São Paulo, realizada nesta quinta-feira (22), resultou na prisão de um criminoso que participou de um dos maiores planos de roubo já registrados no país: a tentativa de furto de R$ 1 bilhão do cofre de uma agência do Banco do Brasil, localizada na Zona Sul da capital paulista, em 2017.
Marcos Paulo Chini, conhecido como Papel, estava foragido e foi localizado na Zona Norte da capital paulista após uma denúncia anônima que indicou seu paradeiro. De acordo com informações da corporação, equipes do Comando de Força Patrulha (CFP) e da viatura M-09119 organizaram uma ação conjunta para capturá-lo.
Ao perceber a presença dos policiais, o suspeito tentou fugir pulando muros de várias residências e acabou se escondendo dentro de um lava-rápido. Após ser detido, uma consulta ao sistema do Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) confirmou que havia contra ele um mandado de prisão em aberto, com pena estipulada em 20 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado.
Com 50 anos de idade, “Papel” possui uma extensa ficha criminal, respondendo por crimes como roubo com retenção de vítima, associação criminosa, uso de arma de fogo, receptação e furto qualificado. Ele também é acusado de integrar uma organização criminosa, conforme a Lei 12.850/13.
Maior plano de furto já registrado no Brasil
O destaque de seu histórico criminal envolve sua participação numa quadrilha que, em 2017, escavou um túnel de aproximadamente 600 metros para tentar acessar o cofre de uma agência do Banco do Brasil localizada na Chácara Santo Antônio, na Zona Sul da capital.
O grupo, formado por pelo menos 16 integrantes, alugou uma casa nas proximidades do banco e trabalhou na escavação por vários meses, utilizando técnicas sofisticadas para não chamar a atenção. O crime, que teria resultado no maior furto da história do Brasil, foi descoberto e desarticulado pela polícia dias antes de ser executado, em outubro daquele ano.

Após ser capturado, nesta manhã, o criminoso foi encaminhado ao 13º Distrito Policial, onde passou pelos procedimentos legais. Ele foi submetido a exame pericial no Instituto Médico Legal (IML) Norte, localizado no Hospital do Mandaqui, e permanece detido, à disposição da Justiça.
A Polícia Militar reforça que a prisão de “Papel” representa mais um passo no combate à criminalidade e na captura de criminosos de alta periculosidade.
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