'Maguegue' foi detido pela Rota na zona leste da capital; ele exercia papel central no esquema do PCC

Lívia Gennari Publicado em 12/05/2025, às 15h29
A Polícia Militar de São Paulo prendeu, no último domingo (11), Marcelo Lúcio Paulino, conhecido como “Maguegue”, apontado como o principal responsável pelo controle do tráfico de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC), no estado de São Paulo. A prisão foi realizada por equipes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a força de elite da corporação, em uma operação ocorrida no bairro da Água Rasa, na zona leste da capital paulista.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), Maguegue estava foragido desde 2017, quando foi condenado por tráfico de drogas. Desde então, ele passou a atuar na linha de frente da facção criminosa, ocupando uma posição de liderança na estrutura do PCC, especialmente na coordenação de toda a logística do tráfico, desde a chegada e preparação das drogas até sua distribuição aos pontos de venda espalhados por diversas regiões do estado
De acordo com os registros policiais, o criminoso tem um extenso histórico de envolvimento em atividades ilícitas. Além da condenação por tráfico, ele acumula 11 passagens anteriores por crimes graves, como roubo, extorsão mediante sequestro, formação de quadrilha e envolvimento em rebeliões dentro de unidades prisionais. De acordo com a SSP, esses antecedentes destacam seu perfil como um dos membros mais ativos e ameaçadores da facção.
Durante a ação policial, os agentes apreenderam dois celulares com Maguegue. Os aparelhos serão encaminhados à perícia, e a expectativa é que eles contenham informações valiosas sobre operações da facção no estado, como comunicações internas, rotas de distribuição e ligações com outros membros da organização criminosa.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, destacou a importância da prisão para o enfraquecimento do crime organizado no estado.
A prisão representa um golpe estratégico contra o crime organizado. A Segurança de São Paulo segue firme na missão de proteger a população e desarticular estruturas criminosas.
A Rota também ressaltou que a captura de Maguegue foi resultado de um trabalho de inteligência e monitoramento contínuo, com o apoio de diferentes setores da corporação. O trabalho envolveu o cruzamento de informações e vigilância para localizar o paradeiro do foragido, que há oito anos estava foragido da Justiça.
O Primeiro Comando da Capital, fundado no início da década de 1990, é considerado a maior facção criminosa do país, com atuação dentro e fora dos presídios. O grupo tem forte presença em São Paulo, mas também se expandiu para outros estados e até para países da América do Sul.
A prisão de um dos principais líderes do tráfico, impacta diretamente a organização e a estrutura da facção criminosa.
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