Um homem ainda não identificado é o único suspeito pelas agressões que desfiguraram os rostos de dois meninos, um de 4 e outra 7 anos

Jair Viana Publicado em 18/07/2022, às 17h40
A polícia de Jardinópolis (região metropolitana de Ribeirão Preto) ainda não prendeu o padrasto acusado de agredir duas crianças, de 4 e 7 anos de idade, que ficaram os rostos desfigurados.
A suspeita é que ele tenha usado um chinelo e um fio para castigar os meninos. Depois das agressões ele fugiu. O agressor, segundo a Polícia, pode responder por dupla tentativa de homicídio, se ficar provado que sua intenção era matar as crianças.
“As famílias dos pais estão cuidando, passaram bem o final de semana, estão se recuperando. Já estão medicadas pelo médico que passaram na sexta-feira, e agora tem que sair os hematomas, o inchaço nos rostinhos”, disse Cláudia Camargo, conselheira responsável pelo acompanhamento do caso.
Em princípio, a Polícia registrou um boletim de ocorrência de lesão corporal. A configuração pode ser alterada, dependendo do que a Polícia concluir em relação á intenção do agressor. Se ele tentava matar as crianças, responderá por dupla tentativa de assassinato.
O caso foi registrado na sexta-feira (15) pela tia e pelo pai do garoto mais novo, de quatro anos. Eles também souberam que o irmão estava machucado.
Na delegacia, Caroline de Menezes Lima, mãe das crianças, contou que ao chegar em casa do trabalho na madrugada viu os ferimentos e levou as crianças ao Pronto Socorro. Os vizinhos relataram ter ouvido o barulho de quando o companheiro dela agredia as crianças, mas o rapaz não estava mais na residência.
Avó paterna do menino de 7 anos, Andrea Correa, denunciou que a nora costuma também costuma bater. Caroline investigada, segundo a polícia.
"Ela batia nele mesmo, porque às vezes ele aparecia na minha casa todo machucado. Eu perguntava para ele e ele falava que caía, mas ela batia nele", afirma Andrea.
Os familiares relatam que as crianças foram agredidas com chineladas no rosto e com fios. Na sexta, os dois irmãos foram levados ao pronto-socorro e fizeram exame de corpo de delito no Instituo Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto.
De acordo com a Polícia Civil, a tipificação do registro do boletim pode mudar se for comprovado que o suspeito agiu com a intenção de matar as crianças.
O depoimento das crianças é aguardado para os próximos dias. Os dois irmãos terão a assistência de uma psicóloga.
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