O criminoso será condenado pelo tribunal nesta quarta-feira (15)

Mateus Omena Publicado em 15/03/2023, às 13h55
Um homem assassinou a própria sobrinha com uma faca depois que ela se recusou a se casar com o primo. A vítima havia sido ameaçada e manipulada a aceitar a união com o parente, mas demonstrava resistência.
A estudante biomédica Somaiya Begum, 20, foi encontrada morta a pouco mais de um quilômetro de sua casa em Bradford, West Yorks, no Reino Unido. O caso ocorreu em julho de 2022, após uma grande busca policial de uma semana.
A jovem foi encontrada com uma faca de 11 cm de comprimento,presa no lado direito do peito em uma propriedade industrial.
Seu tio, Mohammed Taroos Khan, 52, negou o assassinato, mas considerado culpado após um julgamento no Bradford Crown Court, nesta semana. Ele será sentenciado nesta quarta-feira (15), informou o jornal Mirror.
Somaiya estava morando com a avó e outro tio, por causa de uma Ordem de Proteção ao Casamento Forçado ordenada pelo tribunal. Ela estava tentando fugir do tio, após muitas ameaças, mas acabou sendo pega.
Os promotores informaram que “empacotou” seu corpo e fez pesquisas online por “sacos de entulho”, antes de descartar seu corpo “como lixo” em um terreno baldio.
Ele se declarou culpado de perverter o curso da justiça ao se desfazer do corpo dela e destruir o telefone de Somaiya, encontrado em uma lixeira.
O tribunal ouviu que Somaiya havia sido oferecida para um casamento arranjado aos 16 anos por seu pai, Yaseen Khan, que queria que ela se casasse com seu primo no Paquistão.
E ele ficou 'humilhado e incandescente de raiva' quando ela recusou a proposta e depois contou à polícia sobre seus planos.
Tanto Yaseen quanto seu irmão Mohammed Khan foram proibidos de ir ao endereço onde ela morava, pois mantinham atitudes de linha dura “semelhantes”, disse tribunal.
O advogado de defesa de Khan, Zafar Ali, explicou que na comunidade Pathan, à qual Somaiya pertencia, “brigas de sangue” podiam durar gerações.
E ele sugeriu que seu pai "humilhado", Yaseen, tinha um "motivo" para matá-la depois que ela se recusou a participar do casamento que ele arranjou para ela com seu primo anos antes.
Ele também disse ao tribunal que Yaseen havia comprado uma passagem “só de ida” para o Paquistão pouco antes do início do julgamento, sem dar um motivo à sua família.
Mas o júri decidiu, com base nas evidências, que Mohammed Khan era culpado do assassinato de Somaiya – após sua prisão inicial em 6 de julho do ano passado.
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