O suspeito está sendo processado pelo crime de estupro de vulnerável

Mateus Omena Publicado em 22/09/2022, às 12h17
Um homem de 49 anos foi preso sob acusação de abuso sexual de duas crianças, que são netas de sua companheira. As vítimas têm 6 e 10 anos. O caso aconteceu na cidade de Cavalcante, no interior de Goiás.
As agressões foram reveladas pela menina mais velha, que contou à mãe sobre o comportamento do marido da avô. Ela disse que sofre abusos do homem desde os 4 anos de idade.
Depois de ser incentivada pela irmã mais velha, a caçula também declarou à mãe que foi vítima de atos libidinosos por parte do homem, cuja identidade não foi revelada pela polícia.
Chocada com os relatos das filhas, a mãe decidiu gravar seus depoimentos e enviá-los às autoridades. No início, a mulher não acreditou que as filhas pudessem ter sofrido tais abusos e desabafou com o pai das filhas, que é separado dela.
Ele também não se conformou com os relatos apresentados pela ex-esposa e conversou com cada menina e gravou em vídeo seus depoimentos.
Em entrevista ao portal UOL, o delegado Adriano Jaime, responsável pela investigação do caso, disse que o suspeito está sendo processado pelo crime de estupro de vulnerável. Segundo ele, as vítimas tinham receio de contar sobre os abusos à família.
"Elas disseram que não contavam aos pais o que estava acontecendo porque tinham medo de que eles não acreditassem nelas".
O suspeito mantinha um relacionamento amoroso com a avó das meninas há 20 anos e os dois moravam na mesma casa. Ele presenciou o nascimento das meninas e participou da criação delas.
Ele também possui uma boa situação financeira, já que seu patrimônio envolve diversos imóveis e carros de luxo.
A prisão provisória do agressor foi decretada na última terça-feira (20). O delegado informou que existem muitas provas e indícios que o levam a concluir, juridicamente, que ele seria mesmo culpado pelos crimes.
"Depois que a mãe tomou ciência do que acontecia, ela passou a vasculhar as coisas da menina mais velha, inclusive os desenhos que fazia e depois jogava fora. Foi quando se deparou com o primeiro desenho em que a menina ilustrava um homem tocando em sua área genital".
O investigador também contou que as meninas prestaram depoimentos em vídeo, com o acompanhamento de um psicólogo, para não precisarem mais repetir a história em novas circunstâncias. O material está mantido sob sigilo.
Segundo Jaime, as investigações e abordagens da polícia estão levando em conta os cuidados necessários com as vítimas, pois são crianças. Desse modo, há um esforço para proteger a integridade e a saúde mental e emocional das meninas.
"Cavalcante é uma cidade muito pequena, não seria justo com essas crianças que elas se tornassem estigmatizadas por algo que sequer compreendem direito", explicou o delegado. "Agora, elas serão submetidas ao exame pericial e ouviremos a avó e o autor dos delitos".
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