Katiane Rosa teve uma das pernas arrancadas e morreu no local

Thais Bueno Publicado em 06/12/2022, às 15h35
Uma mototaxista foi atropelada e morta no último dia 3 de novembro no Anel Viário Conrado Sales de Brito, em Rondonópolis, a 218 quilômetros de Cuiabá, capital do Mato Grosso. Inicialmente, o caso foi investigado como um acidente de trânsito.
Contudo, após mais investigações da Polícia Civil, a conclusão foi outra.
A vítima foi identificada como Katiane Rosa de Porciúncula e tinha apenas 38 anos de idade. Ela estava em sua motocicleta, uma Honda CG Titan, quando foi atropelada por um veículo que, após o acidente, fugiu do local.
Ela foi arrastada por alguns metros, teve vários ferimentos no corpo e ainda perdeu uma das pernas. Infelizmente, a vítima faleceu no local.
Em um primeiro momento, o crime foi investigado como acidente de trânsito. No entanto, após mais investigações, foi descoberto que o atropelamento foi intencional, causado pelo companheiro de Katiane, de 52 anos de idade, que procurou uma Unidade de Pronto-Atendimento em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, dias depois da atrocidade.
A unidade de saúde informou à Polícia Civil de Mato Grosso e o crime passou a ser apurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis.
Uma equipe da Polícia Militar, então, foi acionada e mandada até a UPA. Quando o suspeito foi encontrado, ele estava alterado e admitiu ter matado a vítima, conforme informações da Polícia Civil. Ele foi detido em flagrante e levado para uma delegacia da cidade.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis solicitou à Justiça a prisão temporária do criminoso, que foi aceita - ele já está detido em Campo Grande.
Em Sonora, cidade na divisa entre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, um amigo do assassino deu depoimento para a Polícia Civil da região.
Ele contou que emprestou o veículo para o homem na noite do atropelamento e, quando recebeu a caminhonete Haillux Branca de volta na madrugada do dia seguinte, ela tinha sinais de batida e resquícios de sangue. Ao questionar o amigo, obteve a resposta de que ele tinha passado por cima de um animal.
A delegada Karla Peixoto pediu pela prisão preventiva do autor do crime e o inquérito foi concluído e remetido à Justiça. Ele foi indiciado por homicídio qualificado.
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