Adolfo Souza Duarte, o Ferrugem, foi achado morto depois que saiu para levar grupo em passeio de barco na Represa Billings

Vitória Tedeschi Publicado em 25/08/2022, às 17h01
A Justiça decretou na última quarta-feira (24) a prisão temporáriados quatro jovens que estavam no barco com Adolfo Souza Duarte, o Ferrugem,quando o ambientalista desapareceu na represa Billingsna noite do dia 1º de agosto, na região do Grajaú, zona sul de São Paulo.
Até então havia a suspeita de afogamento do líder ambiental que foi encontrado morto dias depois, mas um laudo do Instituto Médico Legal (IML)comprovou que ele morreu por asfixia mecânica, que pode ter sido causada por um aperto com as mãos ou por um mata-leão, e tinha uma marca no pescoço.
A prisão de Vithorio Alax Silva Santos, de 23 anos, Mauricius da Silva, 23, Katielle Souza Santos, 28, e Mikaelly da Silva Souza Moreno, 19, foi decretada a pedido da Polícia Civil,após o laudo apresentar contradições nos depoimentos do quarteto.
De acordo com André Nino, o defensor dos jovens, "não tem base para a prisão", já que eles estão cooperando. Ele ainda afirmou que os quatro mantêm a mesma versão, de que Ferrugem caiu na represa após o barco dar um solavanco.
No entanto, um perito do IC disse em outro laudo que não houve tranco no barco, como alegaram os jovens.
Diante disso, a delegada-assistente, titular do 101º Distrito Policial, pediu a prisão temporária e a Justiça concedeu. Os jovens negam qualquer agressão à vítima e dizem que foi um acidente.
Além disso, a delegada-assistente responsável pela investigação da morte de Ferrugem, disse em entrevista ao g1 nesta quinta-feira (25), que ele já estava morto quando caiu na água.
A vítima apresentava uma lesão no pescoço que pode ser decorrente de um golpe denominado mata-leão. Existem outras lesões que não ensejariam a morte, mas que indicam a possibilidade de alguma espécie de agressão antes dessa vítima cair na água. O fato é que, quando a vítima cai na água, segundo o laudo, ela já está morta”, afirmou a delegada-assistente Jakelline Barros.
O caso agora é tratado como homicídio qualificado.
A esposa do ambientalista, a manicure Uiara Sousa Duarte, de 39 anos, comentou a prisão dos quatro jovens.
"Nunca duvidamos que tinha algo errado", disse. "A gente esperava que pudéssemos estar errados. Ainda falta entender por que fizeram isso, qual o motivo, mas nada vai mudar o que aconteceu". E completou: "Que seja feita justiça. Que eles paguem pelo que fizeram".
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