Os menores sofriam agressões e castigos enquanto estavam sendo supervisionados no lugar

Juliane Moreti Publicado em 14/04/2023, às 15h26
No Centro de Sorriso, no norte do Mato Grosso, um casal dono de um berçário na região foi preso nesta sexta-feira (14). Após denúncias, eles são acusados de torturarem as crianças que estavam sendo supervisionadas enquanto estavam no lugar, mas disseram que era apenas para 'disciplinar' os pequenos.
De acordo com informações do portal G1, o berçário atendia a faixa etária de 0 a 5 anos, cobrando a mensalidade de R$ 948, ou seja, uma unidade particular. Entretanto, pais começaram a notar que os pequenos estavam chegando diferente da forma que foram enviados.
Por isso, decidiram denunciar que as crianças estavam sofrendo abusos físicos e psicológicos por parte dos funcionários e donos. Desde então, a polícia passou investigar o berçário. Entre as torturas, estavam tapas nas nádegas e boca, mordidas, puxões, golpes com objetos, empurrões e castigos contra as vítimas.
A delegada Jéssica Assis, responsável pelo caso, falou mais detalhes sobre o grave acontecimento. ''Havia situações sistêmicas de maus-tratos e tortura contra essas crianças (...) várias mães procuraram a delegacia e temos relatos até das próprias crianças que verbalizam, pois tem muitas que ainda não sabem falar'', comentou.
Em certas vezes, os bebês ficavam trancados em uma sala escura por mais de duas horas, uma das formas de castigá-los. Quando os pais reclamavam sobre tais atitudes ou desconfiança, recebiam ameaças de morte.
Ao ser questionada, a dona do estabelecimento alegou que tomava a atitude para 'disciplinar' as crianças que apresentavam maus comportamentos. O casal foi levado para a delegacia na 2ª Vara Criminal da Comarca de Sorriso.
Eles irão responder por torurta com castigo, tortura por omissão, ameaça e perseguição. O Núcleo de Violência Doméstica da região, que explicou as condenações, também informou que o marido, apesar de não trabalhar no lugar, sabia dos acontecimentos e ameaçava ex-funcionários caso denunciassem à polícia.
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