O médico tinha material pornográfico que incluía até bebês com menos de um ano de vida

Vitória Tedeschi Publicado em 16/01/2023, às 13h27
Na madrugada desta segunda-feira (16), mais um anestesista foi preso, investigado por estupro de pacientes em hospitais no Rio de Janeiro.
Andres Eduardo Onate Carrillo, de 32 anos, teria registrado em vídeo a violência, cometida enquanto as mulheres estavam desacordadas.Segundo a polícia, as vítimas se reconheceram nas imagens armazenadas pelo profissional de saúde.
Segundo o G1, o médico colombiano, que está há seis anos no Brasil, foi preso em casa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
As investigações contra Andres tiveram início em dezembro de 2022, quando a Polícia Civil recebeu informações do Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil (Sercopi) da Polícia Federal sobre um acervo de 20 mil arquivos de pornografia infantil nos computadores do médico.
No Hospital Estadual dos Lagos Nossa Senhora de Nazareth, Andres teria filmado o abuso de uma paciente durante uma laqueadura. No Complexo Hospitalar Universitário Clementino Fraga Filho, o Hospital do Fundão da UFRJ, o crime teria ocorrido durante uma cirurgia para a retirada do útero.
A outra vítima era uma paciente de hospital da rede federal do Rio. Em nota, a direção geral do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ) informou que "está colaborando com a Coordenação de Relações Institucionais e Articulações com a Sociedade (Corin/UFRJ), que foi acionada para o caso, que está sob sigilo judicial. Não houve denúncias à nossa unidade".
Com medo de ser preso, segundo o Extra, o médico teria apagado os vídeos. Apesar disso, em depoimento à Polícia Civil, o suspeito de violentar ao menos duas mulheres sedadas durante cirurgias confessou que é ele que aparece nas imagens gravadas.
Ele ainda, segundo a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), possuía diversos materiais guardados nos aparelhos eletrônicos de abusos sexuais, inclusive de crianças. Assim, o caso "chamou atenção pela gravidade e quantidade de arquivos, que incluíam até bebês com menos de um ano de vida".
No entanto, em seu depoimento na delegacia, o anestesista afirmou que nunca abusou sexualmente de crianças, "mas satisfaz sua libido vendo imagens e vídeos tanto de meninos quanto meninas". Para conseguir acessar as imagens, ele buscava por links escondidos em plataformas de vídeos.
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