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Modelo Argentino

Tarcísio de Freitas apoia redução de ministérios, inspirando-se na Argentina

Governador de São Paulo sugere que menos ministérios podem melhorar a eficiência do governo

Governador de São Paulo sugere que menos ministérios podem melhorar a eficiência do governo - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil
Governador de São Paulo sugere que menos ministérios podem melhorar a eficiência do governo - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 25/08/2025, às 19h14


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou seu apoio à ideia de reduzir o número de ministérios no governo federal, citando como referência o modelo adotado na Argentina. Durante suas declarações, ele destacou que é viável otimizar a estrutura administrativa do país sem comprometer a qualidade dos serviços prestados à população.

"Atualmente, a Argentina opera com apenas nove ministérios. Isso demonstra a magnitude dos cortes que foram implementados e como essas mudanças podem ser benéficas para a gestão pública. É possível realizar reduções significativas sem sacrificar a eficiência", afirmou Tarcísio.

O modelo argentino, elogiado pelo governador, refere-se a uma reestruturação abrangente do Estado sob a liderança do presidente Javier Milei. Desde o início de sua gestão, Milei anunciou a eliminação de 50 mil cargos públicos, resultando em uma economia anual estimada em 2 bilhões de dólares. A maioria das demissões ocorreu na administração pública, com 29.499 cargos eliminados, seguidos por cortes em empresas estatais (15.592) e nas forças armadas e de segurança (5.500). Federico Sturzenegger, atual ministro da Desregulação e Transformação do Estado da Argentina, justificou as demissões afirmando que "muitos desses postos eram desnecessários".

No entanto, as ações do governo Milei têm gerado controvérsias e sido alvo de críticas por parte de sindicatos que representam trabalhadores do setor público. As reclamações não se limitam apenas às demissões em massa; também incluem preocupações sobre a redução salarial que tem afetado diversas categorias profissionais, incluindo os funcionários do Hospital Garrahan, um dos principais centros de atendimento pediátrico na Argentina.


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