Os suspeitos de produzir e distribuir os produtos foram presos na terça-feira (9)

Mateus Omena Publicado em 10/05/2023, às 13h12
A Polícia Civil encontrou uma grande plantação de maconha e um laboratório onde era produzido o entorpecente conhecido como K9. Dois homens foram presos durante a operação.
Segundo os investigadores, a droga chega a ter 100% mais THC [principal substância psicoativa encontrada na planta] do que a maconha comum. Ela causa um impacto devastador nos usuários, que é chamado de "efeito zumbi".
Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, o delegado Leonardo Rivau, da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos, deu mais detalhes sobre a apuração do entorpecente.
“Aquele efeito zumbi acaba com o poder de raciocínio na hora que ele [usuário a] consome. Quanto maior o THC, maiores são os danos para a pessoa e a dependência química”.
A polícia informou que o responsável pelo plantio morou na Califórnia, nos Estados Unidos - onde é permitido cultivar maconha para uso recreativo e comércio. Ele foi detido na última terça-feira (9) em outro imóvel, onde vive. O caseiro responsável pelo imóvel que servia de laboratório das drogas foi preso também.
Os investigadores afirmam que, além da maconha conhecida como K9, o suspeito cultivava Skunk [a supermaconha, por ser mais potente] e a maconha comum. A maioria das drogas, com base na investigação, eram vendidas no Centro de São Paulo.
Imagens da Polícia Civil mostram a plantação de maconha no local. De acordo com a corporação, dentro do imóvel, não havia a droga pronta para a venda, mas a plantação servia de insumo para a produção dos entorpecentes.
O delegado Rivau explicou que a droga K9 é produzida com parte da planta e elementos químicos e, por isso, o efeito devastador. “Nós encontramos centenas de quilos de produtos químicos, como ácido sulfúrico, que é extremamente nocivo, e vários outros, para que ele pudesse potencializar o THC. Na verdade, é criar um THC químico para ser acrescentado na produção da maconha que ele fazia”, ressaltou o delegado.
Diversos cômodos da casa eram usados para cada processo do cultivo, produção e preparação da droga para a venda. A polícia acredita que o local esteve ativo por um ano.
“O produtor dessa maconha, que foi morador dessa residência, ele viveu por 20 anos na Califórnia e, provavelmente, de lá trouxe o conhecimento a respeito da produção indoor [em ambientes fechados], bem como da produção do Skunk e do K9. Como a gente sabe, a América do Norte tem um problema grande com esse tipo de droga”.
De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo respondeu que drogas sintéticas podem causar uma série de efeitos colaterais graves:
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