A greve geral já tem afetado os passageiros dos aplicativos de mobilidade

Vitória Tedeschi Publicado em 16/05/2023, às 11h01
Anunciada desde o último dia 12 deste mês, os motoristas de aplicativos como Uber e 99 começaram uma greve na manhã da última segunda-feira (15), em várias cidades do Brasil.
Apenas em São Paulo, a estimativa da Associação dos Motoristas de Aplicativos (AMA-SP) foi que cerca 65% da categoria tenha aderido ao movimento, um volume acima do esperado, segundo eles.
Os profissionais reivindicam aumento no pagamento feito pelas plataformas e melhoria nas condições de trabalho, além de outras demandas. Mas, em meio a paralisação, surgiu a dúvida sobre como isso impacta os usuários das plataformas.
De acordo com a coluna de Paula Gama, do UOL, que conversou com Eduardo Lima de Souza, conhecido como Duda, presidente da AMASP, revelou que o que mais pode impactar o consumidor final são as mudanças nas tarifas, mas depende da decisão das plataformas.
Segundo o representante da categoria, desde 2016, ano em que as plataformas de transporte chegaram ao Brasil, não há reajustes na tarifa para os motoristas, apesar de as corridas terem ficado mais caras para os passageiros.
Ele explicou que os aplicativos tem ficado com até 60% do valor da corrida e, por isso, o pedido é que essa taxa destinada aos aplicativos por intermediar a viagem seja fixa e se limite a 20%. Eles também pedem que o valor mínimo, para corridas de até 3 km, pago aos motoristas, seja de R$ 10 e que seja pago R$ 2 por quilômetro adicional.
Atualmente, em São Paulo, o nosso valor mínimo é de até R$ 5,62 na Capital e R$ 3,75 nas cidades do interior, como Campinas. O acréscimo por quilômetro rodado está em torno de R$ 0,80. Não dá para rodar assim, praticamente tudo que a gente ganha fica no posto de gasolina", afirma.
No entanto, antes mesmo de qualquer mudança, já durante as greves os usuários tem relatado alguns problemas com as plataformas. Muitos consumidores reclamaram do tempo de espera para conseguir uma corrida, alto índice de cancelamento e, principalmente, do preço cobrado pelas viagens.
Pelas redes sociais, os usuários têm reclamado dos problemas ocasionados pela greve. "Está acontecendo uma greve da Uber hoje e eu não sabia. Por isso, está tudo caro e cheio de cancelamentos", afirmou uma usuária de Gravataí, cidade no interior do Rio Grande do Sul.
Outro cliente conta que tentou pedir um carro pela plataforma da 99. "Só agora entendi porque estava custando R$ 86 uma corrida de 3 km. Uber está em greve e 99 aproveitou para aplicar preços abusivos", afirmou.
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