A intenção é regulamentar os trabalhadores do aplicativo e fazer com que eles passem a pagar contribuição previdenciária ao INSS

Marina Roveda Publicado em 07/02/2023, às 11h13
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, revelou que o governo poderá convidar os Correios para substituir a Uber caso o aplicativo de transporte deixe de operar no Brasil.
A atual gestão federal almeja regulamentar os trabalhadores do aplicativo e fazer com que eles passem a pagar contribuição previdenciária ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Marinho ainda ressaltou que o governo não está preocupado se isso resultar na saída da Uber do Brasil. “Cria outro [aplicativo]. Posso chamar os Correios, que é uma empresa de logística e dizer para criar um aplicativo e substituir. Aplicativo se tem aos montes no mercado”, afirmou o ministro, em entrevista ao jornal Valor Econômico.
"As empresas estão dispostas a discutir. Na Espanha, no processo de regulação, o Uber e mais alguém disseram que iam sair. Esta rebeldia durou 72 horas. Era uma chantagem. Me falaram: 'E se o Uber sair?'. Problema do Uber. Não estou preocupado", pontuou.
Marinho detalhou sobre como será o processo de regulamentação. "Não queremos regular lá no mínimo detalhe. Ninguém gosta de correr muito risco, especialmente os capitalistas brasileiros. Mas qual a regulação para proteção do trabalho e das pessoas?", perguntou.
"Você pode ter relações que caibam na CLT ou que se enquadrem, por exemplo, no cooperativismo. Aliás, o cooperativismo pode se livrar do iFood, do Uber. Porque aí nasce alguma coisa que pode ser mais vantajosa, especialmente para os trabalhadores.", ponderou.
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