O local também é investigado por venda de cigarros contrabandeados

Vitória Tedeschi Publicado em 30/03/2023, às 11h40
Na última quarta-feira (29), denúncias de tortura e internação à força em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos, localizada em Olímpia, no interior de São Paulo, vieram à tona e o local foi fechado temporariamente.
Segundo as denúncias divulgadas pelo Metrópoles, várias pessoas foram mantidas no local à força e obrigadas a assinar documentos nos quais afirmavam que estavam na clínica de forma voluntária.
Além das condições desumanas em que as pessoas supostamente eram submetidas no local, ainda de acordo com o Metrópoles, o local também é investigado por venda de cigarros contrabandeados (confira na imagem em destaque).
Rodrigo Pereira dos Reis, promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP), pediu a suspensão provisória e total das atividades. Uma liminar atendeu o pedido da Promotoria de Olímpia e deu o prazo de dez dias para que o estabelecimento fosse fechado temporariamente de imediato.
Além disso, a clínica particular também está sujeita a pagar multa de R$ 50 mil por cada novo paciente que receber. Também foi estabelecida multa diária de R$ 50 mil, até o limite de R$ 300 mil, caso a liminar seja descumprida.
Em nota, a Prefeitura de Olímpia informou que a Secretaria de Saúde "adotou os procedimentos para retirada dos dois internos custeados pela prefeitura, que já estão fora do local e sendo assistidos pelos setores competentes. Além disso, a Secretaria de Assistência Social está monitorando a transferência dos demais internos".
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