O vídeo teve mais de 24 milhões de visualizações em 24h

Nathalia Jesus Publicado em 23/06/2023, às 08h32
Um vídeo que mostra a simulação do que teria acontecido com o submarino da OceanGate, que desapareceu no Oceano Atlântico, já teve mais de 24 milhões de visualizações no TikTok em menos de 24 horas.
A animação compartilhada por um estúdio 3D tem como proposta mostrar como a pressão no submersível teria gerado uma implosão. O vídeo utiliza um modelo do próprio veículo da OceanGate.
O vídeo foi compartilhado na última quarta-feira (21), antes de a Guarda Costeira dos Estados Unidos ter confirmado ter confirmado, na tarde da quinta-feira (22), que "todos os destroços [encontrados] apontam para a implosão catastrófica da embarcação", informou o contra-almirante John Mauger.
"Com o colapso instantâneo pela pressão, o casco aqueceria imediatamente o ar no submarino até aproximadamente a temperatura da superfície do sol, enquanto uma parede de metal e água do mar esmagaria de uma ponta do barco à outra em cerca de 30 milissegundos", afirmou o estúdio de animação no vídeo.
A animação teve mais de 1,3 milhão de curtidas, 23,3 mil comentários e mais de 121 mil contas salvaram o conteúdo até a noite desta quinta-feira. A mesma conta havia compartilhado outro exemplo de implosão de um submarino em agosto de 2022, sem mencionar a OceanGate na ocasião.
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Implosões ocorrem quando um submarino, ou submersível, neste caso, ultrapassa o seu limite de profundidade, segundo Gustavo Roque da Silva Assi, professor da USP (Universidade de São Paulo), em entrevista ao UOL.
Os veículos são projetados para suportar uma certa pressão de acordo com suas características, como o diâmetro da embarcação, a espessura das paredes e do tipo de aço do qual é feito.
"Se ele passar da pressão determinada pelo projeto, ele estará sujeito a uma carga externa, de fora para dentro, maior do que ele consegue suportar. Assim, o submarino vai colapsar, ele vai implodir", diz Assi.
O submersível, apelidado de "Titan", submergiu na manhã de domingo, 18 de junho. Os turistas queriam ver os destroços do Titanic, localizado no Atlântico Norte.
O barco de apoio na superfície, o quebra-gelo Polar Prince, perdeu contato com ele cerca de uma hora e 45 minutos mais tarde, segundo a Guarda Costeira dos EUA.
Um piloto e quatro passageiros faziam parte da expedição. São eles: Stockton Rush, presidente da OceanGate; o bilionário Hamish Harding; Shahzada e Suleman Dawood, um empresário paquistanês e seu filho; e Paul-Henry Nargeolet, ex-comandante da Marinha Francesa e considerado um dos maiores especialistas do naufrágio do Titanic.
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