Ele participou de uma expedição da OceanGate no submarino que está desaparecido

Vitória Tedeschi Publicado em 21/06/2023, às 11h00
Com as notícias sobre o submersível turístico Titan, da OceanGate, que desapareceu durante uma expedição para ver os destroços do Titanic, Mike Reiss, produtor e roterista da animação "Os Simpsons", revelou que já foi um dos passageiros que viajou nele e revelou como foi a experiência.
Em entrevista à rede BBC, ele revlou que ao entrar na embarcação, se preparou para nunca sair do navio depois de assinar um termo de responsabilidade que listava "três maneiras de morrer na página um".
Além disso, Mike contou que, após sua viagem que aconteceu em 2022, "não está otimista" sobre o resgate dos cinco passageiros do submersível, desaparecido desde a manhã de domingo (18).
Sinto muito por essas pessoas, minhas esperanças estão com elas. Não sou otimista, sei o quanto a embarcação é pequena e o tamanho do oceano", disse o roteirista sobre os turistas Hamish Harding, de 58 anos; Shahzada Dawood, de 48, e seu filho Sulaiman Dawood, de 19; o piloto da Marinha francesa Paul-Henry (PH) Nargeolet; e CEO da OceanGate, Stockton Rush.
"De alguma forma, há apenas a aceitação disso [do risco]. É por isso que sinto tanta simpatia pelas pessoas a bordo do submarino, que não estão em pânico, que sabem no que estão se metendo. Eles [a empresa] construíram este lindo submarino que pode ir aonde nenhuma outra embarcação pode ir, então, se na pior das hipóteses eles estiverem no fundo do oceano, não vejo como alguém conseguirá chegar até eles, muito menos resgatá-los", completou ele sobre o desaparecimento.
O roteirista que ganhou quatro vezes o Emmy por "Os Simpsons", ainda deu detalhes sobre como foi sua experiência de US$ 250 mil (R$ 1,1 milhão) para ir até os destroços do naufrágio.
A experiência de descer foi muito relaxante, é um submarino lindamente projetado que parece quase um spa por dentro. Portanto, mesmo que haja cinco pessoas sentadas no chão de algo do tamanho de uma minivan, é muito confortável", apontou ele. "Eu dormi no caminho para baixo, são 2,5 horas caindo no silêncio e há uma vigia, mas tudo que você vê é escuridão", lembrou.
Segundo ele, o submersível Titan teve que passar "bons 90 minutos apenas fazendo uma caminhada aleatória no fundo do oceano, apenas se debatendo e tentando encontrar o maior barco do mundo". Quando acharam o naufrágio, ficaram pouquíssimo perto dele.
Vinte minutos antes de termos que voltar à superfície, finalmente vimos o Titanic. Devo dizer que foi o suficiente no nosso caso para um tour de destaques, olhamos para a âncora, olhamos para a vigia, olhamos para a proa do navio e então tivemos que voltar a subir", relatou.
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