Zelensky enfatiza a experiência da Ucrânia em combate a drones e mísseis, propondo colaboração com a Polônia

Gabriela Thier Publicado em 29/09/2025, às 16h16
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta segunda-feira (29) a disposição do país em colaborar com seus aliados na criação de um escudo de defesa aérea conjunto, visando proteger a região contra as ameaças representadas pela Rússia. A proposta surge após uma série de violações no espaço aéreo que despertaram preocupações entre os países do flanco oriental da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Autoridades da Otan relataram que a Rússia tem desafiado a prontidão e a coesão da aliança por meio de incursões em espaços aéreos da Polônia e dos Estados Bálticos. Em resposta, o governo ucraniano destacou que sua experiência no enfrentamento de ameaças aéreas poderia ser um ativo valioso nesse contexto.
Durante um discurso transmitido por vídeo no Fórum de Segurança de Varsóvia, Zelensky declarou: "A Ucrânia propõe à Polônia e a todos os parceiros a construção de um escudo conjunto e totalmente confiável contra as ameaças aéreas russas". O presidente enfatizou que essa colaboração é viável e que o país está preparado para combater diversos tipos de drones e mísseis russos. Ele também mencionou que, se houver uma ação conjunta na região, haverá capacidade suficiente em termos de armamentos e produção.
Além disso, a Ucrânia já se comprometeu a treinar tropas e engenheiros poloneses para aprimorar suas habilidades no combate a drones.
A cooperação em defesa com Kiev foi um dos principais tópicos discutidos pelos líderes presentes no fórum anual realizado em Varsóvia. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou durante a conferência que "o setor de defesa da Europa e da Ucrânia deve operar em uma colaboração mais próxima e eficiente". Ele ainda ressaltou que "a União Europeia deve apoiar essa iniciativa, proporcionando uma estrutura regulatória mais flexível para o setor de defesa europeu".
Após as recentes incursões aéreas russas, os países localizados na borda leste da Otan concordaram sobre a necessidade de desenvolver um "muro de drones", que incluirá tecnologias avançadas para detecção, rastreamento e interceptação. Contudo, Pistorius advertiu que a implementação desse projeto não ocorrerá rapidamente. "Não estamos falando de um conceito que será concretizado nos próximos três ou quatro anos", afirmou. Ele acrescentou que é fundamental estabelecer prioridades e reconhecer a exigência por recursos adicionais além dos previamente previstos.
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