O presidente dos EUA, Donald Trump, revela novo acordo com a Otan para fornecer armamentos à Ucrânia em meio a tensões com a Rússia

William Oliveira Publicado em 11/07/2025, às 11h40
Na última quinta-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu governo está implementando um novo acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para o fornecimento de armas à Ucrânia. A medida surge em meio à crescente insatisfação de Trump com o presidente russo, Vladimir Putin, especialmente pela falta de avanços no conflito europeu.
Trump antecipou ainda uma “grande declaração” sobre a Rússia, prometida para a próxima segunda-feira (14), mas sem revelar detalhes.
Segundo o presidente, os Estados Unidos enviarão armamentos para a Otan, que assumirá os custos da operação. Posteriormente, esses equipamentos serão repassados à Ucrânia, que ficará responsável pelo reembolso.
“Estamos enviando armas para a Otan, que está pagando 100% por essas armas. Portanto, o que estamos fazendo é que as armas que saem vão para a Otan que, depois, repassa à Ucrânia, que paga por elas. A organização vai reembolsar o custo total dessas armas”, explicou Trump.
Essa é a primeira remessa de armamentos à Ucrânia desde que Trump reassumiu a presidência, prática frequente durante a gestão de seu antecessor, Joe Biden.
Fontes da agência Reuters informaram que a equipe presidencial avalia o uso da Autoridade de Retirada Presidencial, mecanismo que permite utilizar os estoques de armas dos EUA para apoiar aliados em situações emergenciais. O valor estimado da ajuda militar pode alcançar US$ 300 milhões.
No início da semana, Trump já havia sinalizado sua intenção de ampliar o apoio militar à Ucrânia, com o objetivo de conter o avanço das tropas russas.
Enquanto isso, na esfera diplomática, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, se reuniu com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Segundo Lavrov, o encontro abordou a situação na Ucrânia e reafirmou as posições russas expressas por Vladimir Putin, inclusive em conversa recente com Trump no dia 3 de julho.
O vice-ministro russo Sergei Ryabkov declarou que uma nova rodada de negociações entre Rússia e Estados Unidos pode ocorrer até o final do verão.
A semana tem sido marcada por intensos ataques russos contra o território ucraniano. Na terça-feira (8), Moscou lançou uma ofensiva com 728 drones, dos quais 718 foram interceptados pelas forças de defesa da Ucrânia.
Já nesta sexta-feira (11), autoridades russas relataram ataques ucranianos com drones em território russo, resultando na morte de duas pessoas. O Ministério da Defesa informou a interceptação de 155 drones, incluindo 11 que tinham como alvo Moscou.
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