Presidente dos EUA anunciou encontro com Xi Jinping e manteve ameaça de nova tarifa, apesar de reconhecer riscos

Lívia Gennari Publicado em 17/10/2025, às 10h06
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (17) que a proposta de aplicar uma tarifa de 100% sobre produtos chineses não é sustentável, mas afirmou que seguirá em frente com a medida para pressionar Pequim. Ele também confirmou que se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping, nas próximas duas semanas para tratar de questões comerciais entre os dois países.
“Não é sustentável, mas é esse o número. Eles me forçaram a fazer isso”, disse Trump, em entrevista à Fox Business Network.
A tarifa adicional de 100% anunciada pelo republicano se somaria aos 30% já em vigor, representando uma escalada significativa nas tensões comerciais após meses de trégua entre Washington e Pequim. Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, o encontro entre Trump e Xi deve ocorrer na Coreia do Sul.
Trump vê hostilidade chinesa
As medidas anunciadas por Trump são uma reação à China, que suspendeu a compra de soja dos EUA em maio como retaliação às políticas comerciais americanas. Além disso, Pequim restringiu a exportação de elementos usados em terras raras. O presidente americano classificou essas ações como “economicamente hostis” aos produtores dos EUA e ameaçou encerrar negócios em outros produtos, como óleo de cozinha.
Em reação, o Ministério do Comércio da China criticou a postura de Washington:
“Ameaçar impor tarifas altas a qualquer momento não é a forma correta de lidar com a China. Nossa posição sobre guerras tarifárias é consistente: não queremos brigar, mas não temos medo de brigar”, afirmou o órgão.
A missão chinesa na Organização Mundial do Comércio (OMC) também declarou que os Estados Unidos vêm enfraquecendo o sistema de comércio multilateral baseado em regras desde o início do governo em 2025.
A escalada de medidas tarifárias e retaliações ocorre em meio a críticas mútuas e aumenta a tensão entre as duas maiores economias do mundo, enquanto o mercado global acompanha de perto os desdobramentos.
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