Kremlin afirma que mantém compromisso com proibição de testes, mas alerta para retaliação caso Washington avance

Lívia Gennari Publicado em 09/11/2025, às 16h00
O governo russo anunciou neste domingo (9) que realizará testes nucleares apenas se os Estados Unidos os retomarem, reafirmando o compromisso de Moscou com a proibição internacional de tais armas. A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em entrevista à emissora russa Russia 1.
“O presidente Vladimir Putin declarou repetidamente que a Rússia continua comprometida com seus compromissos de proibição de testes nucleares, e não temos intenção de fazê-lo. Se outro país violar esses compromissos, a Rússia terá de agir da mesma forma para manter a paridade”, disse Peskov.
A declaração surge após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar no final de outubro que autorizou seu governo a retomar os testes nucleares, interrompidos há mais de 30 anos. Trump alegou que Rússia e China teriam realizado testes subterrâneos secretos, embora não tenha apresentado evidências para comprovar a acusação.
O anúncio americano provocou reação imediata de Moscou, que buscou esclarecimentos sobre as intenções de Washington. A decisão de Trump também gerou críticas de outros governos e de organizações internacionais, como a ONU e a Comissão Preparatória da Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO), que monitora a proibição global de armas nucleares.
O Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT), assinado em 1996 por 186 países, incluindo todas as potências nucleares da época, como EUA, Rússia, Reino Unido, França e China, ainda não entrou em vigor.
A tensão entre EUA e Rússia se intensifica em meio à guerra na Ucrânia e aos recentes testes russos com armas nucleares, elevando os temores de uma nova escalada global no armamento.
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

STF oficializa fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

Influenciadora rebate críticas por namoro com ex-presidente da CBF 53 anos mais velho

Metrô de São Paulo distribui álbuns da Copa do Mundo e promove ação solidária com figurinhas repetidas

Torre Eiffel fecha as portas em meio a onda de calor histórica que castiga a França

Mulher é condenada a 66 anos de prisão por envenenar ovo de Páscoa e matar crianças no Maranhão