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Guerra

Putin confirma sucesso em teste de novo míssil com alcance 'ilimitado'

Com propulsão nuclear, o Burevestnik promete voos de longa duração e evasão de sistemas de defesa, desafiando a segurança mundial

Putin destaca a invencibilidade do Burevestnik, enquanto especialistas questionam a viabilidade da nova arma nuclear russa - Foto: Sergey Bobylev / POOL / AFP
Putin destaca a invencibilidade do Burevestnik, enquanto especialistas questionam a viabilidade da nova arma nuclear russa - Foto: Sergey Bobylev / POOL / AFP

Redação Publicado em 26/10/2025, às 10h53


A Rússia confirmou ter realizado com sucesso um teste crucial de seu novo míssil nuclear Burevestnik, uma arma que, segundo o governo russo, consegue escapar de qualquer sistema de defesa existente no mundo. O anúncio reacende preocupações sobre a corrida armamentista global.

O teste mais recente, segundo as informações divulgadas, aconteceu em 21 de outubro. O míssil teria percorrido uma distância impressionante de 14 mil quilômetros, permanecendo no ar por aproximadamente 15 horas antes de completar sua missão. O presidente russo, Vladimir Putin, descreveu a arma como “invencível” e única no mundo.

Putin fez questão de afirmar que, apesar de alguns especialistas duvidarem da viabilidade da arma, “os testes cruciais foram concluídos”. Ele já deu instruções ao comando militar russo para definirem a infraestrutura necessária e os próximos passos para colocar o míssil, apelidado de SSC-X-9 Skyfall pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em operação.

O que é o Burevestnik?

O nome Burevestnik significa “petrel”, um tipo de ave marinha conhecida por seus longos voos. O apelido faz referência à principal característica do míssil: ele é um míssil de cruzeiro com propulsão nuclear. Essa tecnologia, em teoria, permite que ele tenha um alcance praticamente ilimitado, podendo voar por dias, contornando defesas e mudando de rota antes de atingir um alvo em qualquer parte do globo.

A ideia por trás do projeto é que o míssil voe em baixa altitude e em trajetórias que não podem ser previstas, tornando sua detecção e interceptação por escudos antimísseis extremamente difíceis, senão impossíveis. É essa capacidade que leva Putin a chamá-lo de “invencível”.

O desenvolvimento de armas estratégicas como essa se insere em um contexto de tensão global. Rússia e Estados Unidos ainda detêm a vasta maioria do arsenal nuclear mundial, com cerca de 87% de todas as ogivas existentes, segundo estimativas da Federação de Cientistas Americanos. São milhares de armas com poder de destruição massivo. Putin declarou que suas forças estratégicas conseguem garantir a segurança da Rússia. A criação de novas armas que prometem superar as defesas atuais, no entanto, é vista por analistas como um fator de desestabilização e desconfiança entre as potências.


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