Londres enviará caças, drones navais e um destróier ao Oriente Médio em meio à crise provocada pelos conflitos envolvendo o Irã

Julio Cezar Souza Publicado em 13/05/2026, às 09h32
O Reino Unido anunciou nesta terça-feira (12) o envio de novos recursos militares para uma missão multinacional voltada à proteção da navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa britânico, John Healey, durante uma reunião virtual com representantes de mais de 40 países envolvidos na operação internacional. Segundo o governo britânico, a missão terá caráter defensivo e será ativada conforme as condições operacionais permitirem.
Como parte da contribuição, Londres pretende investir cerca de 155 milhões de dólares em equipamentos voltados à segurança marítima. O pacote inclui drones autônomos para caça a minas navais, embarcações não tripuladas de alta velocidade, caças Typhoon para patrulhamento aéreo e o destróier HMS Dragon, que já segue em direção ao Oriente Médio.
A movimentação ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo o Irã e aos impactos provocados sobre o tráfego marítimo na região. O conflito reduziu significativamente a circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz, afetando o escoamento de petróleo e pressionando os preços internacionais da energia.
A passagem marítima é considerada uma das mais importantes do planeta para o setor energético. Estimativas internacionais apontam que aproximadamente um quinto de todo o petróleo comercializado globalmente passa pelo estreito.
O governo britânico afirmou que a operação busca garantir estabilidade para o comércio internacional e reforçar o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais.
Além dos novos equipamentos anunciados, o Reino Unido já mantém mais de mil militares posicionados no Oriente Médio dentro de operações de defesa permanentes. Entre as forças presentes na região estão equipes especializadas em combate a drones e esquadrões de aviação militar.
A expectativa é de que a atuação conjunta entre os países participantes aumente o monitoramento marítimo e reduza riscos para embarcações comerciais que atravessam a região.
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