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Palestina

Novo cessar-fogo em Gaza: Israel e EUA firmam acordo, mas ataques continuam

Hamas terá 72 horas para liberar reféns ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, sem cobertura midiática

Hamas terá 72 horas para liberar reféns ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, sem cobertura midiática - Imagem: Reprodução / X / @meioindep
Hamas terá 72 horas para liberar reféns ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, sem cobertura midiática - Imagem: Reprodução / X / @meioindep

Gabriela Thier Publicado em 09/10/2025, às 16h44


Um novo cessar-fogo na Faixa de Gaza será instaurado 24 horas após a assinatura de um acordo entre Israel e os Estados Unidos, conforme divulgado por Tal Heinrich, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma coletiva de imprensa na última quinta-feira (9). Inicialmente, havia informações indicando que o cessar-fogo entraria em vigor imediatamente após a ratificação pelo governo israelense. No entanto, Heinrich esclareceu que o prazo de 24 horas será respeitado para permitir a retirada das tropas israelenses para uma nova linha de frente estabelecida.

As forças israelenses deverão recuar para o que foi denominado "linha amarela" por Donald Trump. Essa nova demarcação assegura a presença militar israelense na região, mas altera significativamente seu controle territorial, reduzindo-o de mais de 80% para 53% da área do enclave palestino, conforme explicado pela porta-voz.

Em decorrência desse acordo, o Hamas terá um prazo de 72 horas para iniciar a liberação e entrega dos reféns ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Diferente de ações anteriores do grupo islâmico durante cessar-fogos passados, essa operação ocorrerá sem cerimônias públicas ou cobertura midiática. "Este acordo representa uma vitória tanto para Netanyahu quanto para sua relação com Donald Trump", comentou a porta-voz durante a entrevista.

Enquanto o processo do cessar-fogo se desenrola, as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam seus ataques na já devastada Faixa de Gaza. Nas últimas horas, pelo menos seis palestinos foram mortos em bombardeios, principalmente na Cidade de Gaza, segundo informações do Ministério da Saúde local.


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