Relatos indicam que o foco do ataque foi uma instalação militar, e não o Hospital Soroka, que não sofreu danos significativos

por Marina Milani
Publicado em 19/06/2025, às 06h57
Na madrugada de quinta-feira, 19 de outubro, o Irã desencadeou uma ofensiva militar sem precedentes contra Israel, disparando dezenas de mísseis balísticos que impactaram várias cidades e estruturas civis, incluindo o Soroka Medical Center em Beersheba. As localidades de Holon e Ramat Gan, na área metropolitana de Tel Aviv, também foram severamente afetadas nesta que se configura como a mais ampla escalada de hostilidades desde o início do atual conflito há uma semana.
Relatos de agências de notícias, incluindo imagens capturadas por drones e jornalistas da Reuters, mostram extensos danos a prédios e plumas de fumaça elevando-se de áreas atingidas. O hospital em Beersheba, reconhecido como a principal unidade de atendimento médico do sul israelense, sofreu danos significativos após o impacto direto de um dos mísseis. Autoridades locais informaram que aproximadamente 240 pessoas ficaram feridas no ataque, com quatro delas em condição crítica.
De acordo com a Associated Press, a maioria das vítimas sofreu ferimentos leves, entre as quais mais de 70 pessoas estavam no hospital Soroka. Os profissionais de emergência mobilizaram-se rapidamente para evacuar os pacientes enquanto a fumaça se espalhava pelo local.
O governo do Irã declarou que o objetivo principal do ataque em Beersheba era um centro de comando militar situado nas proximidades do hospital. Em contrapartida, o governo israelense acusou Teerã de visar deliberadamente alvos civis.
"Faremos os tiranos em Teerã pagarem um preço alto", afirmou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em resposta aos ataques.
Além das áreas já mencionadas, outros locais afetados incluem o centro comercial de Ramat Gan e bairros residenciais na cidade de Holon. O exército israelense anunciou que conseguiu interceptar a maior parte dos projéteis lançados pelo Irã; no entanto, alguns conseguiram ultrapassar as defesas aéreas do país.
Como uma reação à ofensiva iraniana, Israel intensificou suas operações aéreas contra alvos militares e instalações nucleares no Irã. Entre os locais atacados estava o complexo nuclear de Natanz, onde segundo informações do Exército israelense são armazenados componentes críticos para o desenvolvimento de armamento nuclear. A força aérea israelense enfatizou que seu objetivo era desmantelar as capacidades do Irã em fabricar armas nucleares.
Outro alvo estratégico foi o reator nuclear de Arak, que Israel considera inativo, mas é considerado essencial para a produção de plutônio.
"Destruímos componentes destinados à produção de plutônio para impedir sua recuperação e utilização em armamentos nucleares", afirmou um porta-voz das Forças Armadas israelenses.
A operação envolveu aproximadamente 40 caças e visou também fábricas responsáveis pela produção de materiais utilizados em mísseis e sistemas defensivos. Até o momento, o Irã não confirmou a extensão dos danos provocados pelos ataques israelenses.
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