O presidente francês enfatiza a necessidade de garantir a segurança de Israel em qualquer acordo futuro entre os dois Estados

Jair Viana Publicado em 30/05/2025, às 16h05
O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou nesta sexta-feira (30), durante sua participação em um fórum sobre segurança e defesa em Singapura, que o reconhecimento do Estado palestino deve ser visto não apenas como uma obrigação moral, mas também como uma necessidade política premente.
Em uma coletiva de imprensa, Macron enfatizou a necessidade de uma posição mais firme da União Europeia (UE) em relação a Israel, especialmente diante da grave situação humanitária que se agrava na Faixa de Gaza. Ele alertou que, caso não haja uma resposta adequada à crise atual, os países europeus devem considerar endurecer sua postura coletiva.
"A União Europeia precisa reavaliar suas políticas e aplicar sanções que estejam em conformidade com as normas de direitos humanos", disse o presidente, referindo-se ao acordo de associação vigente entre os 27 estados membros da UE e Israel. Este acordo será reexaminado à luz das atuais circunstâncias.
Macron também expressou sua esperança de que o governo israelense altere sua abordagem e atenda às necessidades humanitárias emergentes. "Devemos adotar uma postura mais rigorosa, pois é uma exigência do momento", comentou.
A França, juntamente com a Arábia Saudita, co-presidirá uma conferência internacional na Organização das Nações Unidas (ONU), programada para ocorrer entre os dias 17 e 20 de junho em Nova York. O evento buscará discutir a solução de dois Estados, um israelense e outro palestino.
Embora não tenha confirmado se reconhecerá formalmente o Estado da Palestina, Macron afirmou que a criação desse Estado deve ocorrer sob determinadas condições. Ele elencou requisitos essenciais, incluindo a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas, a desmilitarização do movimento islâmico palestino e a exclusão do grupo da liderança de um futuro Estado. Além disso, destacou a necessidade de reformar a Autoridade Palestina e garantir o reconhecimento por parte do futuro Estado de Israel e seu direito à segurança.
"Estamos empenhados em consagrar esses princípios em um momento crucial no dia 18 de junho", concluiu Macron sobre a conferência na ONU.
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