Após a Suprema Corte dos EUA rejeitar analisar recurso da defesa, Justiça Federal autorizou a liberação do valor referente à condenação por abuso sexual e difamação em ação civil.

Redação Publicado em 08/07/2026, às 15h24
A Justiça Federal de Manhattan autorizou a liberação de US$ 5,8 milhões que Donald Trump deve pagar à escritora E. Jean Carroll, após a Suprema Corte rejeitar o recurso da defesa, permitindo que a indenização seja transferida à autora.
A disputa judicial começou em 2019, quando Carroll acusou Trump de abuso sexual nos anos 90, e em 2023, um júri federal determinou que ele era responsável por abuso e difamação, resultando na condenação e indenização.
Apesar da decisão, os advogados de Trump tentaram impedir a liberação, argumentando que isso poderia afetar a confiança no sistema judicial e que a escritora deveria aguardar o desfecho do processo, que ainda pode incluir investigações sobre falso testemunho.
A Justiça Federal de Manhattan autorizou a liberação da indenização de US$ 5,8 milhões que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá pagar à escritora E. Jean Carroll. O valor, que inclui juros sobre a condenação original de US$ 5 milhões, estava depositado em uma conta judicial enquanto a defesa tentava reverter a decisão.
A autorização para o pagamento ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar, no fim de junho, a análise do recurso apresentado pelos advogados de Trump. Mesmo assim, a defesa tentou impedir a liberação do dinheiro, alegando que ainda pretende apresentar novos pedidos à mais alta Corte do país.
No documento encaminhado à Justiça, os advogados do presidente afirmaram que a escritora deveria aguardar o desfecho definitivo do processo. Segundo a argumentação, caso Carroll doe os recursos, como já declarou publicamente que pretende fazer, seria praticamente impossível recuperar o dinheiro em uma eventual reversão da condenação.
Os representantes de Trump também sustentaram que a liberação antecipada da indenização poderia comprometer a confiança no sistema judicial, alegando que o caso possui forte repercussão política e que o presidente estaria sofrendo um dano irreparável.
A disputa judicial entre Trump e E. Jean Carroll começou em 2019, quando a escritora publicou um livro de memórias no qual afirmou ter sido abusada sexualmente pelo então empresário na década de 1990, dentro de uma loja de departamentos em Nova York.
Trump sempre negou as acusações e afirmou que a autora mentiu sobre os fatos. Em 2023, porém, um júri federal concluiu que o presidente era responsável por abuso sexual e difamação, determinando o pagamento da indenização.
Paralelamente ao processo cível, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou, em maio deste ano, que abriu uma investigação criminal para apurar se Carroll teria cometido falso testemunho durante os processos judiciais envolvendo o caso.
Com a decisão da Justiça Federal, a indenização poderá ser transferida à escritora, encerrando mais uma etapa de uma das disputas judiciais de maior repercussão envolvendo Donald Trump.
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