Durante sua campanha, o republicano prometeu revogar as medidas que permitem a presença de pessoas trans nas Forças Armadas, classificando essas políticas como uma "loucura trans"

William Oliveira Publicado em 26/11/2024, às 09h31
As Forças Armadas dos Estados Unidos estão novamente sob o foco das discussões políticas devido à questão do alistamento de militares transgêneros. O tema, que já foi objeto de mudanças de política em administrações anteriores, pode sofrer nova reviravolta com a posse de Donald Trump. Durante sua campanha, Trump prometeu revogar medidas que permitem a presença de pessoas trans nas Forças Armadas, denominando tais políticas como uma "loucura trans".
De acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico The Times, o então presidente eleito planeja emitir uma ordem executiva que resultaria na dispensa de cerca de 15 mil militares trans por razões médicas, além de barrar novos alistamentos. Embora a equipe de transição de Trump não tenha confirmado oficialmente tais planos, as declarações feitas durante seus discursos eleitorais reforçam essa possibilidade.
Trump também expressou intenção de proibir que o Departamento de Assuntos de Veteranos utilize recursos para financiar cirurgias ou tratamentos relacionados à mudança de sexo. Ele argumenta que os fundos públicos deveriam ser direcionados exclusivamente para os veteranos em necessidade, e não para o que descreve como "experimentos radicais de gênero".
Pete Hegseth, nomeado por Trump para assumir o cargo de secretário de Defesa, compartilha da visão do presidente eleito. Conhecido por suas críticas à inclusão e diversidade nas Forças Armadas, Hegseth manifestou-se contra as políticas inclusivas e sugeriu que faria mudanças drásticas na liderança militar, caso assumisse o posto.
A política sobre militares trans tem sido um pêndulo nas últimas administrações: enquanto Trump, em seu primeiro mandato em 2017, revogou a permissão dada por Obama para que transgêneros servissem abertamente, Joe Biden reverteu essa decisão ao assumir a presidência em 2021. Agora, espera-se que Trump retome sua postura anterior e desfaça novamente as mudanças implementadas por seu sucessor.
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