Diário de São Paulo
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Brasil Pré-Histórico

Dinossauros viveram na Amazônia e nova descoberta prova isso

Pesquisadores encontraram pegadas com mais de 100 milhões de anos em Roraima

Após 14 anos de pesquisa, pegadas de dinossauros são confirmadas na Amazônia, revelando a fauna de 110 milhões de anos - Imagem: Reprodução/JPavani/G1
Após 14 anos de pesquisa, pegadas de dinossauros são confirmadas na Amazônia, revelando a fauna de 110 milhões de anos - Imagem: Reprodução/JPavani/G1

Gabriela Nogueira Publicado em 27/10/2025, às 15h11


Após 14 anos de intensas investigações, uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) confirmou a existência de pegadas de dinossauros fossilizadas em rochas na Amazônia brasileira. Este achado representa um marco significativo na paleontologia, ampliando o conhecimento sobre a fauna que habitou a região há aproximadamente 110 milhões de anos.

As marcas foram inicialmente identificadas em 2011, quando um professor de geologia percebeu um padrão peculiar nas formações rochosas. Vladimir de Souza, responsável pela pesquisa, relata:

"Encontrei um lajedo que não constava nos mapas, com afloramentos de arenito variando entre 50 centímetros e um metro. Descobrimos pegadas de dinossauros gigantes com mais de 10 metros de altura, além de marcas menores atribuídas a velociraptors".

A área em questão está situada nas proximidades da cidade de Bonfim, em Roraima, que abriga comunidades indígenas e propriedades rurais. Durante as pesquisas, foram identificados seis gêneros distintos de dinossauros, mas os cientistas acreditam que a diversidade na região pode incluir mais de 20 gêneros diferentes.

Além das pegadas, os pesquisadores também descobriram vestígios vegetais da mesma época, indicando uma biodiversidade rica e variada. Carlos Vieira, antropólogo envolvido no estudo, acrescenta:

"Observamos uma diversificação significativa das plantas, com a presença de coníferas semelhantes aos pinheiros, além de plantas com flores e samambaias".

A descoberta não apenas ilumina aspectos da história natural da região, mas também levanta expectativas para o futuro. Os pesquisadores esperam estabelecer um parque geológico no local para promover o turismo e fomentar novas pesquisas. "Estamos expandindo nossas investigações por todo o estado e temos encontrado muitas novas evidências. Há uma quantidade imensa ainda por explorar", conclui Vladimir de Souza.


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