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Meio Ambiente

Cuba em colapso após passagem do furacão Melissa

Mais de 120 mil pessoas estão desalojadas e Rio Cauto é o município mais afetado

A ONU e o PAM estão mobilizando assistência alimentar para milhões de pessoas impactadas, com foco em áreas isoladas e necessidades urgentes - Imagem: Reprodução/O Globo
A ONU e o PAM estão mobilizando assistência alimentar para milhões de pessoas impactadas, com foco em áreas isoladas e necessidades urgentes - Imagem: Reprodução/O Globo

Gabriela Nogueira Publicado em 04/11/2025, às 13h36


O furacão Melissa, que atingiu a costa leste de Cuba na última quarta-feira, causou danos significativos, resultando na evacuação de aproximadamente 120 mil pessoas que se encontram em abrigos ou na casa de familiares. As informações foram apresentadas durante uma reunião do Conselho de Defesa Nacional, presidida por Miguel Díaz-Canel, que tem monitorado a situação diariamente.

Os danos provocados pela tempestade são alarmantes: quase 45.300 residências foram afetadas, assim como 461 instalações de saúde, incluindo hospitais e policlínicas, além de 1.552 escolas, das quais 200 já estão em processo de reparo. A governadora da província de Granma, Yanetsy Terry, informou que os maiores estragos foram registrados no município de Rio Cauto, onde as inundações geradas pela cheia do maior rio cubano começam a apresentar sinais de recuo.

A recuperação dos serviços essenciais está em andamento, com a energia elétrica sendo restabelecida gradualmente. Na província de Las Tunas, o fornecimento já atinge 94,5% dos consumidores; entretanto, outras áreas ainda enfrentam desafios para a recuperação total.

No setor agrícola, os prejuízos são consideráveis, com danos preliminares em 78.700 hectares, destacando-se as plantações de banana que sofreram os impactos mais severos. O furacão atravessou a região por cerca de sete horas como um ciclone de categoria 3 na escala Saffir-Simpson, apresentando ventos que alcançaram até 200 km/h e precipitações acumuladas que ultrapassaram os 400 mm.

As consequências da tempestade incluem inundações extensas, interrupções no fornecimento elétrico e danos generalizados. Até o momento, a distribuição de alimentos já beneficiou cerca de 181 mil pessoas, com a meta de alcançar um total de 900 mil cidadãos afetados.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que aproximadamente seis milhões de pessoas foram impactadas pela passagem do furacão nas Caraíbas. O Programa Alimentar Mundial (PAM), representado por Alexis Masciarelli em Kingston, capital da Jamaica, destacou a prioridade em atender áreas mais isoladas afetadas pelo desastre.

O PAM lançou programas emergenciais para fornecer assistência alimentar às famílias mais atingidas e aguarda a chegada de novos suprimentos nos próximos dias. Até agora, kits alimentares foram entregues a 1.500 famílias na Jamaica, com planos para apoiar 200 mil pessoas diante das necessidades urgentes.

No Haiti, um dos países mais devastados pelo furacão, os danos às infraestruturas da região sul são significativos. O PAM já assistiu 12.700 pessoas e planeja alcançar um total de 190 mil nas próximas duas semanas com kits alimentares que cobrirão duas semanas de necessidades básicas.

Recentemente, o PAM lançou um apelo por ajuda emergencial no valor de 74 milhões de dólares (aproximadamente 64,2 milhões de euros) para atender às necessidades imediatas de 1,1 milhões de pessoas na região caribenha—um valor que pode se mostrar insuficiente diante da gravidade da situação.


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