
por Kleber Carrilho
Publicado em 24/06/2023, às 07h16
Esta semana, você deve ter visto mais uma visita do Presidente Lula à Europa. Além da alegria de Geraldo Alckmin em ficar mais uma vez na cadeira do Planalto, vale a pena destacar como o mandatário brasileiro tem mostrado a sua cara ao mundo. Gostando ou não dele, concordando ou não com as suas posições, é interessante notar que Lula está colocando o Brasil todos os dias na imprensa internacional, e fazendo principalmente a Europa e os Estados Unidos discutirem o que ele diz.
Durante essa viagem, Lula teve encontros importantes, como a visita ao Papa Francisco para discutir a paz na Ucrânia, um assunto crucial para a estabilidade mundial. Mas foi em Paris que suas palavras ecoaram fortemente, especialmente quando o assunto se voltou para a questão ambiental e da desigualdade entre os países.
Em seus discursos, o presidente ressaltou que o Brasil possui fontes de energia limpa muito mais abundantes do que os países desenvolvidos. Destacou também a contribuição significativa do país na geração de energia renovável, principalmente hidrelétrica, e lembrou que é fundamental reconhecer e valorizar os nossos esforços nesse sentido.
Lula também trouxe à tona a questão da Amazônia, que é uma preocupação mundial, enfatizando que, embora a floresta seja um patrimônio global, a maior parte de seu território pertence ao Brasil, assim como a outros países latino-americanos. Por isso, existe a responsabilidade compartilhada na proteção e na preservação desse ecossistema único, enfatizando que todos os países, especialmente aqueles que lideraram a Revolução Industrial, devem assumir sua parcela de responsabilidade sobre a crise climática e "pagar a conta".
As palavras de Lula geraram debates e reações distintas. Enquanto alguns elogiaram sua postura firme na defesa do Brasil e das riquezas naturais, outros criticaram sua abordagem e até a consideraram um confronto, lembrando o que era feito também pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
É inegável que as viagens de Lula têm colocado o Brasil no centro das discussões internacionais, seja pelas questões ambientais, pelo papel do país na geopolítica mundial ou pelas questões sociais e econômicas. Isso faz o Brasil ser analisado de perto, o que pode trazer tanto oportunidades quanto desafios.
Enquanto isso, em Brasília, ficam as bombas com as quais o governo tem lidado, principalmente no Congresso Nacional. Afinal, será que os deslocamentos de Lula pelo mundo não têm dificultado ainda mais a relação com deputados e senadores? Isso porque poucos ministros têm feito o que é necessário para manter a estabilidade do governo, inclusive Fernando Haddad, que não conseguiu convencer o Banco Central sobre a queda da taxa de juros.
Então, fica a dúvida: é melhor Lula ficar no país ou andar por aí?
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