A decisão foi proferida na última sexta-feira (24)

Jessica Anjos Publicado em 25/03/2023, às 11h38
Nelson Piquet é famoso por ter atuado como piloto de Fórmula 1 há alguns anos. Defensor declarado de Jair Bolsonaro, o ex-piloto foi condenado a pagar uma indenização de R$ 5 milhões por prática de racismo e homofobia.
A decisão veio a público nesta sexta-feira (24) e foi tomada pela 20ª Vara Cível de Brasília. Porém, a defesa de Piquet ainda pode entrar com recurso.
A ação foi movida pelas entidades Aliança Nacional LGBTI, Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas, Centro Santo Dias de Direitos Humanos de Arquidiocese de SP e Francisco de Assis: Educação, cidadania e direitos humanos.
De acordo com essas Organizações, Nelson Piquetutilizou um termo racista ao se referir ao piloto britânico Lewis Hamilton quando comentou sobre o acidente com Max Verstappen durante uma competição em 2021. Piquet acha que o acidente foi culpa do piloto britânico.
Durante uma entrevista ao Canal Erneto, Piquet se referiu a Hamilton como "neguinho". Ele disse: "O neguinho meteu o carro e não deixou [desviar]. O Senna não fez isso. O Senna saiu reto. O neguinho deixou o carro porque não tinha como passar dois carros naquela curva. Ele fez de sacanagem. A sorte dele foi que só o outro [Verstappen] se f*deu. Fez uma p*ta sacanagem", comentou.
O juiz Pedro Matos de Arruda disse em sua decisão que o valor da indenização se dá "no sentido de que se deve apreciar apenas a função reparatória da responsabilidade civil, mas também (e talvez principalmente) a função punitiva, exatamente para que, como sociedade, possamos nos ver algum dia livres dos atos perniciosos que são o racismo e a homofobia".
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