Decisão judicial obriga emissora digital a apresentar contratos e documentos ligados à participação do senador nas transmissões da Copa do Mundo de 2026; dívida já supera R$ 32 milhões.

Redação Publicado em 09/07/2026, às 14h24
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora de valores que o senador Romário deve receber da CazéTV, em um processo de cobrança de uma dívida que totaliza R$ 32,4 milhões, visando garantir o cumprimento de uma sentença relacionada a uma empresa de sua propriedade.
A ação foi movida pela Koncretize Projetos e Obras Ltda., que cobra valores de um acordo firmado com Romário após uma disputa sobre o antigo Café Onze Bar, onde surgiram divergências sobre a retirada de equipamentos após o fechamento do estabelecimento.
Além da penhora de bens do senador, a Justiça exige que a CazéTV forneça documentação sobre sua contratação para a cobertura da Copa do Mundo de 2026, enquanto a defesa de Romário ainda não se manifestou sobre a nova decisão judicial.
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora dos valores que o senador Romário (PL-RJ) tem a receber da CazéTV como parte do processo de cobrança de uma dívida que atualmente soma R$ 32,4 milhões. A medida foi determinada pela 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, que busca garantir o cumprimento de uma sentença envolvendo o ex-jogador e uma empresa de sua propriedade.
Além da retenção de eventuais pagamentos, a decisão obriga a CazéTV a entregar à Justiça toda a documentação referente à contratação de Romário para a cobertura da Copa do Mundo de 2026. Entre os documentos solicitados estão contratos, propostas comerciais, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e demais registros financeiros relacionados à participação do senador nas transmissões do torneio.
A ordem judicial também determina que a plataforma informe se a contratação foi realizada diretamente pela CazéTV ou por empresas parceiras responsáveis pela cobertura da competição. Caso os pagamentos sejam feitos por outra empresa integrante da operação comercial, a Justiça exige a identificação completa da contratante.
O processo é resultado de uma ação movida pela empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda., que cobra valores decorrentes de um acordo firmado com Romário após uma disputa envolvendo o antigo empreendimento Café Onze Bar, do qual o ex-atacante era sócio.
Segundo os autos, a empresa foi contratada para administrar o sistema de estacionamento do estabelecimento utilizando elevadores automotivos. Com o encerramento das atividades do bar, surgiram divergências sobre a retirada dos equipamentos, o que deu origem à disputa judicial.
Na tentativa de encerrar o conflito, Romário assinou um termo de confissão de dívida, inicialmente estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão. De acordo com a empresa credora, porém, o compromisso não foi cumprido. Com juros, correção monetária, multas e demais encargos, o valor da cobrança chegou aos atuais R$ 32,4 milhões.
Ao longo da execução da dívida, a Justiça já determinou a penhora de diferentes bens ligados ao senador, incluindo um imóvel, uma lancha e um veículo Porsche, além de restrições judiciais sobre outros automóveis registrados em seu nome.
Romário integra atualmente a equipe de comentaristas da CazéTV durante a Copa do Mundo e, recentemente, anunciou que abriria mão de parte do salário correspondente ao período em que permaneceu nos Estados Unidos acompanhando o torneio.
Até o momento, a defesa do senador não comentou a nova decisão judicial.

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