Diário de São Paulo
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Copa do Mundo 2026

FBI investiga Federação Argentina por suspeita de fraude e lavagem de dinheiro durante o Mundial

Autoridades dos Estados Unidos apuram movimentações financeiras ligadas à Associação do Futebol Argentino (AFA) e analisam operações que teriam ultrapassado US$ 260 milhões.

O presidente da AFA, Claudio "Chiqui" Tapia, é citado na investigação conduzida pelo FBI, que apura suspeitas de fraude financeira e lavagem de dinheiro envolvendo operações da entidade nos Estados Unidos. - Imagem: Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images
O presidente da AFA, Claudio "Chiqui" Tapia, é citado na investigação conduzida pelo FBI, que apura suspeitas de fraude financeira e lavagem de dinheiro envolvendo operações da entidade nos Estados Unidos. - Imagem: Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images

Redação Publicado em 08/07/2026, às 14h33


A Associação do Futebol Argentino (AFA) está sendo investigada pelo FBI por suspeitas de fraude financeira e lavagem de dinheiro durante a Copa do Mundo, com foco em como a entidade movimentou centenas de milhões de dólares nos Estados Unidos.

Os investigadores analisam a TourProdEnter LLC, que gerenciou cerca de US$ 260 milhões em receitas da AFA, e identificaram que aproximadamente US$ 57 milhões foram distribuídos sem justificativas econômicas adequadas.

Os promotores estão rastreando as transações e podem convocar ex-integrantes do governo argentino para esclarecer contratos financeiros, enquanto a seleção argentina continua sua participação no torneio.

A Associação do Futebol Argentino (AFA) tornou-se alvo de uma investigação conduzida pelo Departamento Federal de Investigação (FBI) em meio à disputa da Copa do Mundo. As autoridades norte-americanas apuram suspeitas de fraude financeira e lavagem de dinheiro relacionadas às operações da entidade em território dos Estados Unidos.

Segundo informações divulgadas pelo jornal argentino La Nación, os investigadores buscam esclarecer como a federação utilizou o sistema financeiro americano para movimentar centenas de milhões de dólares. A principal linha de investigação é verificar se parte dessas transações pode ter violado a legislação dos Estados Unidos, configurando crimes de competência federal.

A investigação também analisa a atuação da TourProdEnter LLC, empresa responsável pela administração e cobrança de contratos comerciais internacionais da AFA. De acordo com a apuração, a companhia teria administrado aproximadamente US$ 260 milhões em receitas ligadas à entidade esportiva.

Os promotores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger lideram o inquérito, concentrando esforços para rastrear o destino dos recursos movimentados pela empresa e identificar possíveis inconsistências financeiras.

Ainda conforme a investigação, cerca de US$ 57 milhões teriam sido distribuídos entre diferentes empresas e beneficiários sem que, até o momento, houvesse justificativas econômicas consideradas suficientes na documentação analisada pelas autoridades.

O empresário Guillermo Tofoni também prestou informações aos investigadores durante o andamento das diligências. Além disso, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos avalia convocar ex-integrantes do governo argentino que possam contribuir com informações sobre contratos e movimentações financeiras envolvendo a gestão da AFA.

A apuração concentra atenção na administração do presidente da entidade, Claudio "Chiqui" Tapia, e do dirigente Pablo Toviggino. Até o momento, não há divulgação de acusações formais nem decisão judicial contra os investigados.

Enquanto o caso avança nos bastidores, a seleção argentina segue sua campanha na Copa do Mundo e permanece na disputa pelas quartas de final, enquanto a investigação financeira continua sendo conduzida pelas autoridades americanas.


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