Depois de um divórcio doloroso no último ano que sucedeu duas temporadas difíceis pela Ferrari, sobretudo em 2020, quando o time obteve com um sexto lugar seu

Redação Publicado em 19/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 20h40
Depois de um divórcio doloroso no último ano que sucedeu duas temporadas difíceis pela Ferrari, sobretudo em 2020, quando o time obteve com um sexto lugar seu pior desempenho dos últimos 40 anos na Fórmula 1, Sebastian Vettel migrou para a Aston Martin no campeonato deste ano. E apesar dos percalços que o tetracampeão encarou no início de sua adaptação, o chefe da equipe britânica Otmar Szafnauer garante que o piloto conseguiu recuperar seu gosto pela Fórmula 1 com o time.
– No início, antes de vir para cá, Vettel nos avisou: “A razão de eu querer ir até vocês é que quero apreciar correr de novo”. Esse foi o motivo de sua vinda. E se você perguntar a ele, algo que faço com frequência, ele agora chegou num ponto em que voltou a gostar de correr – revelou.
Em suas últimas duas temporadas pela Ferrari, o alemão foi ofuscado pela ascendência astronômica do recém-chegado Charles Leclerc, que conquistou sete pole positions e duas vitórias contra uma do tetracampeão em 2019 e, em 2020, apesar das limitações técnicas do carro da escuderia, subiu ao pódio em duas ocasiões, nos GPs da Áustria e Inglaterra.
Na tabela, a situação foi semelhante; no primeiro ano da dupla, Leclerc ficou com a quarta colocação no campeonato de pilotos enquanto Vettel foi o quinto. O cenário se inalterou em 2020, com os dois respectivamente em oitavo e 13º.
A colisão entre os dois carros da escuderia no GP do Brasil em 2019 foi um prelúdio do cenário interno do time no último ano; Leclerc e Vettel voltariam a se encontrar na pista, na etapa da Estíria, e o tetracampeão seria “relegado” ao posto de segundo piloto pelo chefe Mattia Binotto.
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Vettel e Leclerc batem no GP da Estíria de 2020; lance foi um dos pontos baixos do último ato do alemão na Ferrari — Foto: Twitter/F1
O anúncio de sua saída da Ferrari foi feito pouco antes do começo da temporada por uma ligação de Binotto. Apesar de ter considerado opções fora da F1, o alemão fez mistério ao longo dos meses que antecederam sua confirmação na Aston Martin no lugar de Sergio Pérez, hoje titular na RBR.
O começo com a equipe britânica foi tortuoso; ele não pontuou no GP do Bahrein e bateu em Esteban Ocon, sendo punido pelo incidente. Fora da zona de pontuação nas três provas seguintes, conquistou um quinto lugar animador em Mônaco, que antecedeu seu primeiro pódio pelo time no Azerbaijão.
O tetracampeão voltaria a alcançar a segunda colocação com a Aston Martin na Hungria, mas foi desclassificado por terminar a corrida com combustível abaixo da quantidade mínima. Hoje 12º colocado no Mundial de Pilotos, ele soma quase o dobro de pontos que o novo companheiro Lance Stroll.
– Ele se sente muito, muito confortável. Ele está gostando de correr de novo, o que é bom. Era exatamente isso que eu queria – concluiu Szafnauer.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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